sábado, junho 21

Tour de Suisse: Maior vitória da jovem carreira de Roman Kreuziger

Roman Kreuziger alcança a liderança com o tempo de 1 hora e 22 segundos.

Um rapaz que já tem dado nas vistas este ano; um notável contra-relogista e também já com bons desempenhos na montanha. No entanto foi ontem que Roman Kreuziger conseguiu dar o salto e ganhar a sua primeira corrida como profissional. Depois de subir à liderança com a vitória do crono de ontem tem tudo para se tornar hoje o vencedor do Tour de Suisse, curiosamente já tinha sido 2º no Tour de Romandie; parece que a montanhas helvéticas favorecem-lhe...

Kim Kirchen não foi além dum frustrante 15º lugar.

Kim Kirchen pela primeira vez na sua carreira iniciava uma etapa fulcral com a camisola amarela, não aguentou a pressão e acabou por ficar em 7º da geral.


Andreas Kloden voltou a demonstrar os seus dotes de contra-relogista mas não o suficiente para vencer o imparável Kreuziger. Subiu do 7º para o 2º lugar; alguma coincidência pois no Tour de Romandie também na Suíça, estes dois ficaram também nos dois primeiros lugares mas trocando a ordem.

Damiano Cunego acabou em 4º no crono, e o último com menos de um minuto de desvantagem para Kreuziger. Situa-se também em 4º lugar da geral e demonstra um bom estado de forma para o Tour, cronos no plano é que será pior!!

Classficação Geral:

1 Roman Kreuziger (Cze) Liquigas 31.42.31

2 Andreas Klöden (Ger) Astana 0.49

3 Igor Anton Hernandez (Spa) Euskaltel - Euskadi 1.55

4 Damiano Cunego (Ita) Lampre 2.11

5 Thomas Lövkvist (Swe) Team High Road 2.37



Fotos cedidas por: Dot-cycling.

Tour de Suisse: Quem será o vencedor do Tour de Suisse?



by: www.cycling.tv

A resposta a este vídeo: "Despite Guts, no Glory for him in that day"!! O seu treinador bem o avisou que era cedo demais, mas Devolder não o ouviu e apesar de parecer que ia para a vitória, quebrou o suficiente para a 1,5km da meta ser alcançado por Kim Kirchen (Team High Road), o vencedor da 6ª etapa ( na 5ª feira) e actual líder do Tour de Suisse.

Fez-nos lembrar a sua vitória na Milan-San Remo...
Foto cedida por: Dot Cycling

Ontem mais uma fantástica vitória de Cancellara batendo os sprinters com um ataque a 10km da meta juntamente com mais uns rapazes, (Hoste, Fothen, Kirchen...) e posteriormente um outro ataque já nos últimos 5km chegando isolado à meta, um dia muito agitado.
Perto da sua terra natal e com a sua família a assistir o suiço quis fazer um brilharete e conseguiu, as equipas dos sprinters bem tentaram apanhá-lo mas pela foto já não faltava muito. Vídeo. (clicar em wedstrijdverslag, para o resumo da etapa)

Quero destacar aqui um aspecto que li no cyclingweekly.co.uk; Bobby Julich colega de equipa de Cancellara, pôs-se no comboio da frente do pelotão durante o último quilómetro deixando o corredor que liderava o pelotão ganhar uma vantagem. Este pequeno pormenor desorientou o trabalho da Liquigas que perdeu tempo a organizar-se outra vez, talvez tenham sido esses poucos segundos que deram a vitória a Cancellara...


Hoje sábado, é o dia decisivo no Tour de Suisse, um contra-relógio de 25km com percentagem média de 6% de inclinação: a subida ao Klausen Pass.


A classificação geral é a seguinte:

1 Kim Kirchen (Lux) Team High Road 30.41.42

2 Roman Kreuziger (Cze) Liquigas 0.27

3 Igor Anton Hernandez (Spa) Euskaltel - Euskadi 0.33

4 Stijn Devolder (Bel) Quick Step 0.46

5 Thomas Lövkvist (Swe) Team High Road 0.56

6 Andreas Klöden (Ger) Astana 0.58

7 Andy Schleck (Lux) Team CSC 1.04

Os vinte cinco quilómetros a subir fará diferenças significativas, eu acredito que Kirchen consiga aguentar-se de amarelo, mas não apostaria dinheiro nisso...(Talvez algo irracional)

E vocês quem acham que vencerá o Tour de Suisse? Kreuziger, Devolder, Kloden ou mesmo o espanhol Igor Anton?

Podem ver a etapa através deste link a partir das 16.30h para verem os últimos a partir. Para verem os tempos, passem pelo cyclingnews que deverá aparecer um "live coverage now".


Thomas Dekker encontra-se doente
e desisitiu ontem desta corrida. A sua participação no Tour está em risco.
A época de Kim Kirchen.(cyclingnews)
Uma época positiva para Markus Fothen.(cyclingnews)

sexta-feira, junho 20

Novas equipas no ciclismo internacional.

É com agrado que recebi as notícias de novos patrocinadores em quatro novas equipas.
De destacar que três delas introduziram no Ciclismo uma nova mentalidade, tanto vencedora como honesta. Slipstream, CSC e High Road são as três mais limpas do pelotão internacional, todas têm sistemas próprios na luta contra o doping e parece que foram recompensadas por isso.

Este ano têm havido uma grande restuturação na nossa modalidade e esta é sem dúvida das melhores, as empresas que pretendem ajudar já não pensam só em resultados, pensam numa imagem positiva e esta está também associada à luta contra o doping.

Sobre a tutela do respeitado Bjarne Riis, a conhecida Team CSC será Team Saxo Bank para a próxima época. O maior banco da Internet acredita na mentalidade “Riis”, uma equipa que revolucionou a gestão dos plantéis elevando características como lealdade, comunicação, igualdade, entre os corredores e staff. Resultado disso é ser a melhor equipa do pelotão internacional e com este novo patrocinador esperemos que continue.
Recomendo este vídeo para saberem mais sobre a Team CSC: Overcoming.

A equipa Slipstream também encontrou um novo patrocinador, a começar no Tour será designada por Team Garmin-Chipotle, Garmin é uma empresa de novas tecnologias que irá financiar a equipa de Jonathan Vaughters até ao fim de 2010. Formada na época passada e até participou na Volta a Portugal, é nesta época que tem dado nas vistas com o 4º lugar no Paris-Roubaix ou a vitória inaugural do contra-relógio por equipas no Giro. Esta equipa tem um programa próprio contra o doping, os corredores são muitas vezes testados ficando com um historial e caso haja alterações, a própria equipa não os deixa correr. Destaco as sábias palavras de Vaughters no cyclingnews afirmando que no que toca a arranjar patrocinadores, já poderia ter corredores de mais alto nível na sua equipa, no entanto considera que uma equipa com personalidade própria identificada neste caso aos EUA, é mais importante que ganhar pois, a sua boa imagem é suficiente para que essas empresas se identifiquem com a sua equipa. É sem dúvida uma mensagem positiva já que certas equipas no passado entenderam que o número de vitórias era igual a uma imagem positiva, independente dos meios necessários.
Para os fãs da Argyle, não fiquem desiludidos pois a camisola vai se manter. Não me lembro de uma camisola ter uma alcunha, o que só mostra a sua importância na antiga Slipstream.

Por último a Team High Road que já no Tour será Team Columbia, Columbia é uma empresa de roupas desportivas e o novo equipamento da equipa será laranja, no entanto o título High Road continuará na camisola. Depois do fim da T-Mobile, equipa marcada por muitos escândalos de doping, Bob Stapleton pegou na equipa e estabeleceu-a nos EUA. Sem nenhum grande patrocinador a apoiar a equipa, estava numa situação precária pois sem esse apoio esta teria que acabar.
Mais uma com o seu sistema de controlo anti-doping e que tem tido muito sucesso nesta época, muitas vitórias.

Para além destas, a equipa belga também renovou o seu contrato com a Quick-Step por mais três anos. Apesar da bomba mediática que foi Tom Boonen, a empresa de chãos obteve grandes resultados desta parceria e quer continuar.


Este é um bom sinal, pois as equipas que lutam por um ciclismo melhor têm sido recompensadas. No Pro Tour penso que só falta novos patrocinadores para a próxima época à Gerolsteiner e à francesa Credit Agricóle.

quarta-feira, junho 18

Recordações 2. Últimas.

Fica aqui a continuação do vídeo de ontem com o resumo do que aconteceu este ano no Paris-Nice e no Tirreno Adriático, e o começo das clássicas belgas.

Deste vídeo destaco a vitória de Sylvain Chavanel (Cofidis) no Paris-Nice na 6ª etapa.
Também gostei bastante da vitória de Oscar Freire na 6ª etapa do Tirreno-Adriático naquela subida final.
O momento negativo foi mesmo a queda de Linus Gedermann (High Road), gostaria de o ver no Tour de France.


Pierre Roland confirmou no Dauphiné Libèrè que é a nova promessa francesa (cyclingnews.com)

Entrevista a Tiago Machado da Madeinox-Boavista (cycloweb).

A Vuelta passará pela Expo 2008 em Saragoça.

Matti Breschel da Team CSC venceu hoje ao sprint a 2ª etapa do Ster Elektrotoer na Holanda.

Tour de Suisse: Queda de Frank Schleck na etapa de hoje.

Decorreu hoje a quinta etapa do Tour de Suisse e a vitória foi para Markus Fothen (Gerolsteiner) que chegou isolado à meta subindo assim à 7ª posição da geral. Igora Anton continua de amarelo.

A etapa de hoje foi marcada pela queda de Frank Schleck (Team CSC) que se encontrava na frente com o vencedor de hoje e nessa altura era o virtual camisola amarela. Foi uma aparatosa queda mas felizmente o luxemburguês não ficou grave.


Resultados.

Vídeos da 3 etapa e 4ªetapa.

terça-feira, junho 17

Recordações, últimas.

Desde Janeiro que tenho acompanhado mais atentamente o ciclismo, tenho visto as provas mais importantes e esta época já tenho lembranças que irão demorar anos a perderem-se.

Neste vídeo são duas: quando Philippe Gilbert venceu a 1ª etapa da Volta a Maiorca, e ainda a quando este belga venceu a Omloop Het Volk à la Mercx.



Robbie McEwen (Silence-Lotto) conseguiu outra vitória no Tour de Suisse. (vídeo, clicar "laatste kilometer")

A Team High Road já tem patrocinador, será agora designada por Team Colombia.

Entrevista com Johan Bruyneel, director desportivo da Astana.

Entrevista com Chris Anker Sorensen
da CSC após a sua maior vitória, na 6ª etapa da Dauphinè Libèrè.

Entrevista com Remy di Gregório
após a prova francesa.

Para quem afirma que Cadel Evans ataca pouco, este texto mostra que não é bem assim.

Tour de Suisse: Vitória de Robbie McEwen, 2ª da época.

Robbie McEwen bateu ao sprint Oscar Freire e Gerald Ciolek na 3ª etapa do Tour de Suisse. (vídeo).

Reparei que desde 2006, e hoje repetiu-o pela terceira vez, o australiano venceu uma etapa no Tour de Romandie e outra no Tour de Suisse, ambas as corridas em terras helvéticas.

Robbie McEwen enfrenta os Alpes e os Pirinéus pela 11ª vez na sua carreira.
Foto cedida por: Pro Cycling Photo.

Ainda me lembro em 2006 quando venceu pela última vez a camisola verde do Tour, a terceira da sua carreira. Foi talvez o seu melhor ano apesar de em 2002, já ser um dos titãs dos sprints; as maiores lembranças do australiano são sem dúvida no Tour, magníficos sprints onde uma geração de australianos destacou-se na classificação por pontos: McEwen, Baden Cooke e Stuart O’Grady, este ainda teve alguns desentendimentos com McEwen. Nas suas 12 vitórias no Tour, enfrentou também, Erik Zabel já em fase descedente de carreira, Thor Hushovd em pleno apogeu e o belga Tom Boonen em crescendo.

Compareceu também durante muitos anos no Giro onde conseguiu 13 vitórias e à semelhança do Tour apanhou vários importantes sprinters, tais como Cipollini já na sua fase final, Petacchi e as suas 19 vitórias, e mais recentemente a nova estrela italiana Daniele Benatti.

Resta perguntar, há algum sprinter que nunca perdeu com Robbie McEwen?



Tal como em 2007 tem tido uma época aquém das expectativas, nem no Giro conseguiu uma vitória contrariando a sua tradição. Se não me engano vi hoje pela primeira vez a sua equipa a encabeçar o sprint final preparando o australiano para a vitória, ele correspondeu aos objectivos da equipa provando que ainda pode roubar uma ou outra etapa em Julho.

Desta vez no Tour de France não terá uma equipa focada em si, Cadel Evans será o líder e veremos poucas vezes a Silence-Lotto a trabalhar para McEwen, no entanto ele é conhecido por desenrascar-se bem sozinho no sprint final, espero assim por uma vitória do australiano...

segunda-feira, junho 16

Fim do Critérium du Dauphiné Libéré, começo do Tour de Suisse.


Mais um excelente desempenho de Yuri Trofimov (Bouyges Telecom) que esteve em destaque na etapa de ontem. Para a cereja em cima do bolo só lhe faltou bater ao sprint Dmitriy Fofonov (Crédit Agricole), o vencedor da etapa.

Pierre Roland confirmou o que tinha demonstrado no Paris-Nice especialmente na subida ao Monte Ventoux: é a nova promessa francesa que ontem também andou furagido, conseguiu manter a sua camisola da montanha, algo que sonhava desde pequeno.
Alejandro Valverde (Caisse d'Epargne) também conseguiu manter a sua camisola e venceu a prova, a sua equipa superou um bom teste quando Popovych (Silence-Lotto) atacou na primeira subida do dia mas sem sucesso.

Resultados.

Entrevista dos protagonistas no final do Dauphinè Libèrè.

Carlos Sastre está satisfeito com o seu 20º lugar nesta prova e


Tour de Suisse: A Team CSC-Saxo Bank a demonstrar as suas tácticas mas a vitória da etapa foi para um espanhol.

A seguir à última etapa da prova francesa comecei a ver a 2ª etapa do Tour de Suisse e valeu bem a pena. Um dia muito chuvoso e o pelotão já se aproximava-se da subida final (11km com percentagem de 9,5%), durante esta subida deu para ver os trunfos que Carlos Sastre irá ter à desposição no Tour, caso venha a ser o líder incontestável da Team CSC.

Depois de Gianni Meersman da FDJeux atacar a 8km da meta foi a vez de Jens Voigt, o primeiro elemento do xadrez da CSC a mover-se. Meersman foi incapaz de trabalhar com o seu companheiro de mini-fuga (nunca tiveram mais de 30 seguntos de vantangem), já que o ritmo que Voigt quis impôr era demasiado para este acabando-o por deixar para trás. Voigt resistiu até cerca do 4km para o fim com a Astana a comandar o pelotão já reduzido.

Aí chegou a vez do combo dos irmãos Schleck, com o mais novo a atacar primeiro; o que provocou logo respostas dos adversários directos, Cunego, Devolder, Anton (Euskatel)...e de seguida foi Frank Schleck ao ataque também. Só mesmo Stijn Devolder conseguiu responder prontamente, o belga pareceu-me o mais consistente no dia de ontem, sempre a controlar a corrida e pareceu que não esgotou todas as forças.

Formou-se então um trio na frente com Frank Schleck a comandar; Devolder firme na roda do luxemburguês; e no limite, parecia estar Igor Anton em terceiro lugar do grupo. No entanto Schleck olhava várias vezes para trás a ver se via o seu irmão, não parecia muito tentado em puxar pelo grupo arduamente, ele pretendia era isolar-se; várias vezes atacou mas Devolder manteve-se sempre atrás de si, ontem era impossível.

Foi Damiano Cunego que assumiu a perseguição com Kirchen, Roman Kreuziger (Liquigas) e Oliver Zaug (Gerolsteiner) na sua roda. No quilómetro final já estavam todos juntos e o suíço atacou... Vejam o resto no vídeo deste link pois à semelhança da subida este último quilómetro foi estonteante. (clicar em "laatste kilometer")

Andreas Kloden chegou com Andy Schleck a 30 segundos do espanhol.Os próximos dois dias são considerados planos, podem ver a corrida através deste link a partir das 14.45h.

Resultados.


Saíram duas notícias interessantes no cyclingnews.com (em maior detalhe):

Lance Armstrong aposta em Cadel Evans para a vitória da Volta a França 2008 e afirma que Damiano Cunego nunca ganhará o Tour. Diz também que Stijn Devolder (Quick-Step) deve apostar tal como está a fazer no Tour pois um dia será um futuro vencedor.

Depois de ter renovado o patrocíno para a próxima época, e renovado contrado com Tom Boonen, a empresa Quick-Step está a tentar de tudo para que a estrela belga vá ao Tour, segundo eles já têm acordado anúncios em televisões francesas e Boonen é vital na estratégia de marketing que tinham previsto.