Mais uma etapa que retirou a ilusão de alguns fortes candidatos acabarem de amarelo. Hoje o dia foi o palco de uma magnífica batalha entre talvez as duas melhores equipas do Tour, a CSC-Saxo Bank e a Caisse d’Epargne (e também a SDV ?!!). Imagino Bjarnne Riss a dizer aos seus pupilos na reunião antes da etapa: “Today, is the day to make the difference”.
E foi o que a CSC fez pelo menos para dois grandes favoritos, talvez já não o eram: Cunego e Valverde. Se havia ainda esperanças para estes, hoje foram aniquiladas principalmente por três rapazes: Andy Schleck na longa subida do Tourmalett, e Jens Voigt e Cancellara (que se juntou depois de ter estado em fuga) na aproximação ao Hautcam. Esta equipa é uma autêntica máquina, imagino se Menchov ou Evans fizessem parte desta, seria mais um Tour à La Armstrong...
Team CSC-Saxo Bank mostrou hoje todas as suas cartas...
Foto cedida por: Caputre-the-peloton.
Mas ainda bem que as suas equipas são bem mais fracas, cada um tem os seus pontos fortes e fraquezas o que faz desta uma corrida muito mais aberta. Carlos Sastre utilizou a sua maior arma no entanto a surpreendente Saunier Duval- Scott acabou por tirar os lucros. Mais um já tradicional corte de meta com dois homens seus a chegarem na frente isolados (Cobo Acebo 2º, Piepoli 1º).
Entretanto mais atrás Frank Schleck quebrou o suficiente para perder a camisola amarela por 1 segundo para Cadel Evans. Fiquei surpreendido por Evans já assumir a amarela, penso que ainda é muito cedo para o australiano pois a sua equipa não é muito forte, seria bom na próxima semana deixar alguém menos perigoso ir numa fuga, para que podesse perder a amarela. No entanto ele ficou bastante comovido na pódio ao vestir a amarela, parece até que churou.
Ainda no grupo dos favoritos, não tenho a certeza mas acho que Sastre chegou a descolar e a recolar no fim (alguém confirma?), Menchov e Evans a marcarem-se um ou outro, e mesmo Vandevelde (que brilhante Tour) chegou a ser considerado perigoso para Evans já que este respondeu ao ataque do americano.
No dia da Bastilha teria que haver um francês a dar nas vistas e mais uma vez viu-se Remy Di Grégorio ao ataque, o primeiro a passar no Tourmalet e ainda chegou isolado à base da subida final. No entanto Jens Voigt pôs na cabeça que só terminava o seu trabalho quando alcançasse o jovem francês...
Kim Kirchen, o ex-camisola amarela apesar de parecer tranquilo antes da subida final, descolou logo no princípio desta e tentou manter o seu próprio ritmo. Coisa que não fez Vicenzo Nibali que ainda esteve durante muito tempo no grupo dos favoritos, mas na parte final perdeu mais de um minuto para estes.
Amanhã é o primeiro dia de descanso, é tempo de muitas equipas reflectirem no que irão fazer pois muitos objectivos já são impossíveis de realizar. Agora só no próximo domingo iremos ter outra etapa de montanha, nesta semana segue-se etapas onde os sprinters tem mais oportunidades. Oscar Freire aproveitou o dia de hoje para vencer dois sprints intermédios e assim roubar a vamisola verde apesar de nenhuma etapa ganha, ainda.
À parte: Parece que a minha referência à falta de uma vitória a Tiago Machado foi correspondida. Ganhou o Troféu Joaquim Agostinho de uma forma bastante inteligente, fico muito contente.
Amanhã saem os primeiros resultados do Jogo Tour de France. Peço desculpa de ser tão tardia, depois serão actualizados diariamente.












