segunda-feira, setembro 22
domingo, setembro 21
Sprints da Vuelta
1º 169 VAN AVERMAET, Greg BEL SIL 158
2º 31 CONTADOR, Alberto ESP AST 137
3º 51 VALVERDE, Alejandro ESP GCE 129
4º 33 LEIPHEIMER, Levi USA AST 116
5º 83 FDEZ DE LARREA, Koldo ESP EUS 88
6º 7 BRESCHEL, Matti DEN CSC 69
7º 58 RODRÍGUEZ OLIVER, Joaquín ESP GCE 69
8º 72 HINAULT, Sébastien FRA C.A 68
9º 111 MOSQUERA, Ezequiel ESP XAG 67
10º 66 MONCOUTIE, David FRA COF 65
É realmente muito preocupante que nesta classificação apenas constem 4 ciclistas que teoricamente são sprinters, e nem dos mais fortes. Van Avermaet já tem bons resultados na sua ainda curta carreira mas nada que fizesse suspeitar poder ganhar uma classificação tão importante na Volta a Espanha. E o mais alarmante é que não foi ele que melhorou substancialmente os seus desempenhos, a falta de competição é que foi uma constante durante a Vuelta; chegou-se ao ponto dos comentadores da estação televisiva pela qual eu acompanhava a última etapa dizerem que Greg Van Avermaet era o principal candidato a vencer uma etapa.
Pode-se argumentar que não foi assim tão porque pelo menos permitiu que novos ciclistas emergissem do anonimato do pelotão internacional mas para isso isto não é mau de se dizer numa Volta ao Benelux, ou numa Volta à Polónia. A Volta a Espanha tem uma história vasta que não se coaduna com as vitórias de ciclistas que ainda não provaram nada em competição de grau médio alto.
Se esta situação se mantiver sugiro que a seu tempo a organização comece a procurar uma forma de alterar este panorama, não muito prestigiante para a prova espanhola.
sábado, setembro 13
Volta a Espanha
Levi Leipheimer - seria o vencedor da Vuelta se Contador não estivesse presente, e seria o seu principal adversário se tivesse liberdade para isso. É quem está em melhor posição para terminar na 2ª posição nesta Volta a Espanha e, caso não tenha de trabalhar muito para Alberto Contador, subirá à segunda posição do pódio. Ainda falta um contra relógio em montanha no qual Leipheimer irá, se não conseguir vencer, não perder muito para quem o fizer.
Carlos Sastre - terminará na posição em que teria terminado a Volta a França se tivesse tido concorrência forte. Não creio que consiga chegar ao 2º lugar e a questão principal é saber se ficará no pódio. Na minha opinião, também não o vejo a superar Valverde no final das três semanas já que o murciano parece muito mais capaz que ele na alta montanha. Ainda pior para Sastre, é não ter aqui quem o levou montanhas acima no Tour: Frank e Andy Schleck.
Ezequiel Mosquera - é um ciclista muito regular mas que não consegue fazer diferenças na alta montanha. O facto do último contra relógio ser em subida beneficia-o bastante mas o seu resultado final não irá diferir muito do do ano transacto. O facto de não ter equipa constitui também uma limitação importante à classificação deste ciclista.
Joaquin Rodriguez - entrará na luta pelos lugares imediatamente a seguir ao pódio se não for forçado a trabalhar em demasia para Alejandro Valverde. Na etapa de hoje mostrou-se melhor que Mosquera e que Carlos Sastre o que poderá indicar que se vai intrometer na luta pela 4ª posição. Vamos ver se é desta que consegue um lugar de destaque numa competição de três semanas.
Robert Gesink - último ciclista que ainda mantém aspirações de chegar ao pódio. Contudo, apesar de em matéria de tempo ainda ser um objectivo legítimo, é muito complicado conseguir bater-se com os corredores à sua sua, muito mais experientes. Creio que a 7ª posição lhe assenta bem e constitui uma amostra do enorme potencial deste ciclista.
sexta-feira, setembro 5
Paolo Bettini preparado para o Campeonato do Mundo?
Depois de algumas tentativas falhadas em dias anteriores, Paolo Bettini uma das pessoas mais carismáticas do pelotão international voltou de novo às vitórias na 6ª etapa da Vuelta. Mais uma vez o campeão do mundo decide aparecer no final da época a dizer: presente para o seu principal objectivo da época, o Campeonato do Mundo. Se conseguir vencer em Varesse, no seu país, entra para a história como o único corredor com três títulos consecutivos de “Campeão do Mundo”.
No entanto, a continuidade da sua carreira ainda está em dúvida, o seu contrato acaba este ano e a QuickStep ainda não decidiu se renova ou não. O problema deverá ser o ordenado, apesar do seu currículo e estatuto, a verdade é que o italiano poucos resultados tem produzido nos últimos dois anos, só mesmo este estatuto de campeão do mundo lhe tem dado mediatismo. Sendo assim, penso que o fim ou não da sua carreira será decidido em função do resultado do campeonato do mundo, caso vença é certo que continue, o contrário só se uma boa oportunidade lhe aparecer, a questão é qual?
Fotos cedidas por: cyclingview.be
Poucas serão as equipas que terão dinheiro para despender num ex-campeão do mundo que apesar de poder trabalhar muito bem, como se viu no Giro, necessitará de alguma liberdade nas corridas que ele preferir. Por isto, não será fácil achar uma equipa disposta a isso.
Hoje de manhã, Carlos Sastre dará uma conferência de imprensa para esclarecer os remorsos de uma possível saída para a Katyusha ou a para a nova Cervello. Provavelmente não irá dizer nada de definitivo...
Actualizado - Carlos Sastre irá representar em 2009 a nova "Cervélo Test Team".
Resultados da Vuelta.
Vídeos da Vuelta.
quarta-feira, setembro 3
Quem vencerá o crono de hoje?
Hoje é o dia do contra-relógio individual de 42,5km, o primeiro teste aos candidatos à Geral mas que não deve causar diferenças significativas, nada que não possa ser recuperado na Montanha. No entanto os trepadores irão ter muitas dificuldades, um percurso completamente plano onde terão pela frente um forte vento. Terá que ser um excelente rolador, com uma óptima posição sobre a bicicleta, bastante aerodinámica para conseguir o excelente tempo.
Todos eles são especialistas de contra-relógio e os favoritos a vencerem o contra-relógio de hoje.
Andreas Klöden (Astana) 13h.54m
Levi Leipheimer (Astana) 15h.10m
Stef Clement (Bouygues Telecom) 12h.43m
Sylvain Chavanel (Cofidis) 15h.36m
Stefan Schumacher (Gerolsteiner) 13h.52m
Marzio Bruseghin (Lampre) 15h.02m
Dominique Cornu (Silence-Lotto) 14h.41m
Mikhail Ignatiev (Tinkoff Credit Systems) 12h.49m
Hora de saída de Sérgio Paulinho - 13h.48m
Lista das partidas no crono de hoje.
Foto cedida por: Dot-cycling.
O dia de ontem foi negro para a Astana pois vários corredores seus caíram no final da etapa incluíndo Thomas Vaiktus, Muravyev, Bazayev e Sérgio Paulinho que acabou por perder mais de 5 minutos, o português aleijou-se no joelho mas não é nada de grave. Andreas Kloden também perdeu 4 minutos pois caiu um pouco antes dos três quilómetros finais.
Martin Garrido
David Blanco
Juan Gomis
Alejandro Marques
Paul Sneeboer
Tomas Swift Metcalfe
Um bom preview com as altimetrias das etapas e outros aspectos.
No podiumcafe também tem algumas leituras interessantes sobre esta corrida:
The Tour Of Britain: Pt 1 - What's It All About, Alfie? (história)
The Tour Of Britain: Pt 2 - Hope And Glory
sábado, agosto 30
Será a terceira para Alberto Contador?
O principal candidato tal como está demonstrado na votação ao lado é sem dúvida Alberto Contador, o espanhol tem nesta edição oportunidade de entrar para um lote restrito de corredores que conseguiram vencer as três Grandes Voltas, entre eles Eddy Merckx, Jacques Anquetil, Bernhard Hinault e Felice Gimondi.
Venceu o Giro de Itália preparando-se na praia (como eu gosto desta piada!), mas a Vuelta foi sempre a sua aposta nesta época depois da exclusão da Astana do Tour. Contador talvez não saia muito beneficiado em relação aos seus directos adversários pois há muito mais montanha que contra-relógio, no entanto terá uma ajuda enorme caso tenha um dia mau. Andreas Kloden e Levi Leipheimer, ambos já vice-campeões no Tour de France são alternativas credíveis ao espanhol. Os dois com uma época regular, Levi Leipheimer com a vitória no Tour de Califórnia e agora uma recente na Clássica de Los Puertos, bem como Andreas Kloden ao vencer o Tour de Romandie mas uns furos abaixo no Giro de Itália, penso que passou uns dias adoentado. Quanto a Contador e Leipheimer ambos parecem estar em boa forma pois tiveram bons desempenhos nos Jogos Olímpicos no entanto a forma de Kloden ainda é desconhecida.
Será o ano de Carlos Sastre?
Foto cedida por John Pierce / PhotoSport International
O principal adversário de Contador talvez seja Carlos Sastre, o espanhol sempre se dá bem na corrida do seu país pois por duas vezes acabou no pódio. Ao contrário do Tour, a Team CSC-Saxo Bank não está só focada na vitória da geral, traz vários corredores à procura de vitórias de etapa mas tanto Inigo Cuesta como Jurgen van Goolen serão boas ajudas para Sastre na alta montanha.
Será um duelo interessante entre estes dois, Sastre vai sentir na pele o que Cadel Evans sofreu no Tour de France, a Astana apresenta-se como a equipa mais forte e com várias hipóteses à luta pela vitória, será uma dor de cabeça para os adversários.
Outro eterno candidato é Alejandro Valverde mas depois de mais um decepcionate Tour de France, o especialista em Clássicas quer deixar de vez os pódios e passar à vitória na Vuelta. Talvez seja preciso um incentivo destes, para que o espanhol ganhe confiança e deslumbre num Tour de France, mas até lá é ver para crer. David Arroyo, Daniel Moreno e Joaquim Rodriguez Oliver serão ajudas importantes bem como poderão ambicionar por etapas também. Valverde não demonstra muita confiança pois tem tido uma época muito longa mas com alguns triunfos importantes, no entanto o espanhol é rápido e talentoso e a montanha é um dos seus terrenos.
Damiano Cunego já não tem muito tempo para se assumir como um real candidato à vitória de Grandes Voltas. Uma aposta no Tour de France fracassada, uma verdadeira desilusão para os seus seguidores, tem aqui no entanto uma óptima oportunidade para se desforrar. Uma Vuelta à sua medida cheia de montanha e se não for aqui, não sei onde o italiano poderá ter êxito. Estou a ver que é o próximo Valverde à procura de uma vitória no Tour de France, mas também sem qualidade para tal, veremos isso nesta Vuelta.
Estes penso que serão os que poderão ambicionar pela vitória, no entanto nomes como John Gadret, Yaroslav Popovych, Mikel Astarloza, Ezequiel Mosquera, Sandy Casar, Evgeni Petrov e Carlos Barredo deverão ambicionar por um top10 e juntar-se aos anteriores nas etapas de montanha.
A Astana quer entrar com o pé direito vencendo o prólogo, um contra-relógio por equipas
de 7km e bastante técnico.
Foto cedida por John Pierce / PhotoSport International
Destaque ainda para dois corredores que apesar do seu valor já reconhecido, o factor juventude poderá ditar boas supresas.
Falo do trepador holandês Robert Gesink que este ano confirmou o seu valor ao ombrear com os melhores do mundo na alta montanha de França (Dauphiné Liberé). Estreia-se aqui numa Grande Volta a liderar a Rabobank, e vem de uma boa forma onde foi 10º em ambas as corridas dos Jogos Olímpicos. Estou curioso para vê-lo em acção, espero alguns ataques bem como um top 10, mas o facto de ser a sua primeira vez numa corrida desta dimensão, pode-lhe custar erros graves.
Não tão jovem e com provas dadas nesta corrida, o basco Igor Antón Hernandez lidera ao lado de Astarloza a equipa da Euskaltel Euskadi. Um notável trepador que tem evoluído progressivamente, confirmando-o com um 3º lugar na Geral do Tour de Suisse. Espero uma vitória na alta montanha e que ultrapasse o 8º da Geral na Vuelta anterior.
Entrevista a Alberto Contador. Quem é Alberto Contador?
Alguns vídeos do youtube de Vueltas anteriores.
Na Volta à Alemanha a Team Columbia venceu a etapa rainha, Linnus Gerdeman venceu no alto do Hochfügen seguido do companheiro de equipa Thomas Lokvist. Um fantástico desempenho do alemão que parece já estar recuperado da grave queda no Tirreno Adriático que lhe deixou parado mais de metade da época.
Na Volta à Irlanda, Mark Cavendish venceu três etapas consecutivas!!
sexta-feira, agosto 29
Antevisão da Volta a Espanha (conclusão)
Xacobeo Galicia - tem uma equipa unicamente vocacionada para o terreno montanhoso que terá como objectivo levar Ezequiel Mosquera a uma boa classificação geral individual (top 5). Grande parte dos ciclistas que constituem esta equipa são muito dotados na média e alta montanha pelo que a camisola da montanha também poderá ser um objectivo para esta equipa espanhola.
Lampre - depois do fracasso que foi na Volta a França, Damiano Cunego apresenta-se na Volta a Espanha supostamente para a vencer. O apoio que terá não será muito tendo inclusivamente em Marzio Bruseghin o único corredor que o poderá ajudar nas etapas mais complicadas. Danilo Napolitano mostrou-se forte nas chegadas em pelotão compacto na Volta a Portugal, sinal de que a sua forma está a melhorar e portanto vitórias em etapas serão o seu objectivo. Ballan é um corredor que pode facilmente ganhar uma etapa numa fuga como já o provou no Tour deste ano numa etapa em que acabou em 3º, veremos se terá melhor sorte agora.
Liquigas - não há muito para dizer sobre esta equipa. Vem para a Vuelta totalmente focada nos sprints de Daniele Bennati e não trás mesmo ninguém capaz de discutir o que quer que seja na alta montanha. Pozzato deverá ter alguma liberdade no seio da equipa para procurar uma fuga que lhe proporcione uma vitória em etapa.
Quick Step - não há mesmo qualquer diferença entre a Liquigas e a Quick Step. O que a Liquigas fará para Bennati é o que a Quick Step vai fazer para Boonen e o papel que Pozzato vai ter na Liquigas será o papel que Bettini vai desempenhar na Quick Step. À primeira vista a única diferença poderia residir no facto da Quick Step ter Juan Manuel Garate mas, na minha óptica, não creio que o ciclista espanhol venha a ter um grande protagonismo. Prometeu muito há cerca de 4/5 anos mas depois acabou por não confirmar as expectativas depositadas nele.
Rabobank - Freire para os sprints, Gesink para a geral. O sprinter espanhol é um sério candidato à vitória de algumas etapas mas pode-se especular se ele vai terminar a Volta a Espanha ou não. O que eu penso é que se Freire tiver a camisola dos pontos à entrada para a 3ª semana não desistirá, caso contrário, os mundiais deverão falar mais alto. Noutra perspectiva temos Robert Gesink, este ciclista holandês já provou ter um enorme valor tanto na montanha como no contra relógio e terá a responsabilidade de liderar uma das equipas mais reputadas do pelotão. Tem qualidade para isso, não creio que tenha a experiência e o facto de enfrentar as subidas desapoiado pode pesar na sua classificação final. Um top 8 estará ao alcance deste ciclista mas acho difícil conseguir muito mais.
Silence Lotto - esta equipa resume-se a Yaroslav Popovych. Tal como Damiano Cunego foi um fiasco na Volta a França mas está agora aqui para se redimir dessa má prestação. Um top 10 creio que já deixaria contente tanto o ciclista ucraniano como o manager da equipa belga. Quanto ao resto da equipa poderá procurar uma vitória em etapa aproveitando as fugas, apesar de não ser nada fácil.
Milram - esta equipa também se resume a ajudar Erik Zabel a conseguir vitórias em etapas. O sprinter alemão acabou por conseguir salvar a participação da equipa no Tour com vários lugares de destaque em algumas etapas pelo que constitui a principal esperança para a Milram sair da Vuelta com uma ou mais vitórias no bolso. O resto da equipa terá como função ajudar Zabel a atingir os objectivos com Grivko a ser o que mais se destaca deste lote. É um ciclista completo que entrando em fugas não é fácil de bater.
Tinkoff - a equipa russa trás para esta Vuelta bastantes ciclistas de grande qualidade. Ignatiev é dos melhores contra relogistas aqui presentes e, se estiver em grande forma pode ser uma surpresa na geral. Evgeny Petrov deverá querer redimir-se da má Volta à Itália que fez, pelo que um top 10 não é nenhuma utopia para o russo, se se apresentar em boa forma. Kiryienka e Brutt são dois corredores do mais combativo que há como ficou provado com as suas duas vitória (uma para cada um) no Giro deste ano. Nicolay Trusov é um ciclista muito rápido com vários resultados de relevo não só na estrada como também em pista pelo que constitui uma icógnita saber o que poderá fazer.
quinta-feira, agosto 28
Luta pelos Pontos na Volta a Espanha
Talvez seja limitada a lista de reais candidatos à vitória final mas em relação aos sprinters não se pode dizer o mesmo. Muitos vitoriosos nesta época estarão presentes, uns a preparar o Campeonato do Mundo que assim deverão abandonar a Vuelta a meio, no entanto, pelo menos na primeira semana será um grande espectáculo nestas etapas menos agitadas. Fica aqui uma lista de vários sprinters que poderão ambicionar pela classificação dos pontos ou simplesmente uma vitória de etapa.
Será um duelo interessante entre dois sprinters de topo, Daniele Benatti e Tom Boonen são sem dúvida os cabeças de cartaz nesta especialidade. A ausência importante é mesmo a Team Columbia, uma equipa com muitos sprinters e actualmente com muitas vitórias de etapas.
Estes dois mencionados anteriormente obtiveram vitórias no recente Eneco Tour, tiveram também uma época similar mas por diferentes motivos.
Tom Boonen esteve em grande forma ao vencer mais uma vez o Paris-Roubaix mas depois não compareceu ao Tour de France devido ao teste positivo por cocaína. Conta com uma boa equipa para o guiar e defender a sua camisola, caso a envergue. Wouter Weylandt, Paolo Bettini e Kevin Van Impe deverão ser os lançadores de serviço.
Depois do Giro, será que Daniele Benatti conseguirá o mesmo feito na Vuelta?
Para além destes, Oscar Freire vem em preparação para o Campeonato do Mundo sendo assim provável que desista a meio. O ano passado renunciou quando praticamente tinha esta classificação vencida, este ano talvez faça o mesmo.
Juan Jose Haedo (Team CSC), Erik Zabel (Team Milram) e Danilo Napolitano (Lampre) são sprinters que poderão ambicionar por uma etapa.
No caso de Heinrich Haussler (Gerolsteiner), Leonardo Duque (Cofidis), Jeremy Hunt (Credit Agricóle), Alexandre Usov (AG2r) e Koldo Fernandez (Euskaltel-Euskadi) estarão no top10 destas etapas por diversas vezes, mas vencê-las, será outra história.
Na equipa Astana os velocistas serão Thomas Vaiktus e Assan Bazayev, curiosamente dois bons corredores que dão-se bem na média montanha. Para além de prestarem boa ajuda à sua equipa, poderão surprender e vencer uma etapa desse perfil.
Como podem ver as condições estão reunidas para que os sprints sejam emocionantes. Ao contrário do Tour onde houve alguma liberdade para as fugas, nesta Vuelta não acredito que aconteça o mesmo, QuickStep, Liquigas, Team Milram e talvez a Rabobank, andarão à caça dos fugitivos.
Eneco Tour
Fotos cedidas por: Dot-cycling.
quarta-feira, agosto 27
Antevisão da Volta a Espanha
CSC Saxo Bank - das equipas mais fortes do pelotão internacional apresenta sempre corredores de grande qualidade em qualquer prova que participa. Esta Volta a Espanha não é excepção. Com Carlos Sastre e Iñigo Cuesta farão com certeza boas exibições na montanha, mas o desgaste proveniente da Volta a França pode colocá-los em desvantagem perante alguns adversários. Juan Haedo terá a sua oportunidade de brilhar nos sprints de uma volta de 3 semanas podendo vencer uma etapa. Karsten Kroon e Alexander Kolobnev serão homens para fugas que tentarão aproveitar aquelas etapas de média montanha para escapar.
AG2R La Mondiale - é uma equipa francesa típica. Não trás para a Volta a França grandes talentos deixando a responsabilidade de fazer qualquer coisa na alta montanha em John Gadret. Arrieta e Nocentini poderão desempenhar um papel semelhante ao de Kroon e Kolobnev imiscuindo-se em fugas no intuito de vencer etapas. Usov será o sprinter de serviço desta equipa mas não creio que vencer uma etapa esteja ao alcance deste bielorrusso.
Andalucia Cajasur - admito que não conheço muito desta equipa mas depreendo que funcione um pouco como as equipas francesas em França: será uma formação muito aguerrida, com muita gente em fugas e talvez com uma surpresa na alta montanha. A saída de Luis Perez na época passada foi um revés para esta equipa mas acredito que a sua agressividade (no bom sentido) se manteve inalterada. Uma vitória em etapa já seria bom para esta equipa mas o que ela poderá fazer ainda é uma incógnita. Poderá fazer uma Volta a Espanha excelente, plena de surpresas positivas ou uma Volta a Espanha má, sem qualquer resultado.
Astana - aqui temos a super equipa desta Vuelta. Com Kloden, Contador e Leipheimer a Astana tem todas as condições para vencer, sendo mesmo, na minha perspectiva, a mais favorita de todas. A equipa encontra-se bem apoiada com Paulinho, Rubiera e Noval pelo que nunca faltará suporte aos líderes. Nos sprints esta formação conta com Vaitkus, mas este lituano terá dificuldades em impor-se nas chegadas com os grandes especialistas. É uma equipa talhada para a alta montanha.
Bouygues Telecom - não sei bem o que está aqui a fazer para além de gastar gasolina. Só vejo mesmo três ciclistas capazes de fazer alguma coisa: Clerc, Clement e Florencio. O primeiro poderá obter alguns top 10 em chegadas ao sprint e, quem sabe uma vitória, apesar de ser complicado. O segundo é muito forte no esforço solitário pelo que nunca é de descartar para os cronos. Por fim, Florencio é candidato a vencer numa fuga numa daquelas etapas de transição.
Caisse D'Epargne - tal como a Astana é uma equipa montada para a alta montanha em torno única e exclusivamente de Valverde. Tem ciclistas capazes de vencer etapas de alta montanha se integrados em fugas e tem também Arroyo e Rodriguez que poderão ser dois candidatos à camisola da montanha se tiverem carta verde para perseguir esse objectivo. Tal como no caso da CSC o facto de Valverde já ter estado no Tour coloca-o em desvantagem perante a equipa Astana.
Cofidis - apesar de não trazer ninguém para a geral traz ciclistas muito fortes para vencer em fugas e não me espantava se esta equipa obtivesse uma ou mais vitórias em etapa. Nuyens, Hoj e Chavanel são fortes em grupos reduzidos enquanto que Duque é sempre uma alternativa válida para as chegdas em pelotão compacto.
Credit Agricole - tal como a Bouygues não se apresenta aqui na sua máxima força. Halgand é sempre uma alternativa para vitórias em etapa, em escapadas enquanto que Rolland poderá confirmar ou não o valor que mostrou nesta época. Estou muito interessado para ver o que fará este francês agora que terá o seu espaço dentro da equipa até porque não vejo mais ninguém com aspirações a o que quer que seja dentro desta equipa francesa.
Euskaltel Euskadi - sempre muito forte esta equipa basca tem Igor Antón como grande aposta. Não participou na Volta a França portanto encontra-se em igualdade de circunstancias com a Astana e a Euskadi garantirá que apoio não lhe irá faltar. Egoi Martinez poderá ser um candidato à vitória da classificação da montanha enquanto que Koldo Fernandez procurará os sprints como forma de se destacar. Ainda assim, uma vitória em etapa será complicado para o sprinter basco.
Française Des Jeux - depois da razoável Volta a França realizada Sandy Casar poderá ter a sua moral em alta para se candidatar ao top 10 de uma prova na qual a concorrência é menor. Ainda assim, deverá estar um pouco desapoiado já que a equipa francesa não deverá conseguir oferecer-lhe grande ajuda na alta montanha. Philippe Gilbert é um ciclista que se adapta bem a qualquer tipo de terreno pelo que é sempre um candidato a vencer etapas. vejamos se vence aqui a etapa que não conseguiu vencer no Tour.
terça-feira, agosto 26
Volta à Espanha 2008 - Etapas
Acabando a nossa Volta, começa dentro de dias logo aqui ao lado a 62ª edição da Vuelta a Espanha. Há algum tempo discussões sobre o calendário desta corrida, pois a verdade é que cada vez mais tem perdido alguma espectacularidade e notoriedade, no entanto Victor Cordero o seu director, já prometeu uma nova Vuelta, mais entusiasmante e a julgar pelo percurso tem tudo para o ser.Se o ano passado teve poucos palcos emocionantes, neste ano não irá faltar com certeza, aliás, será difícil escolher qual será o principal. Para além das três semanas habituais, esta Vuelta irá ser destinada aos trepadores, bons contra-relogistas claro, mas quem tiver dificuldades na montanha, tem os dias contados pois só mesmo o contra-relógio de 42km na primeira semana poderá salvá-los. Vinte e uma etapas, dois dias de descanso, 3133,8km no total, 7 etapas de montanha e três de contra-relógio incluindo um prólogo por equipas e um crono de montanha, a penúltima etapa.
A corrida começa com uma primeira semana calma, só mesmo o prólogo e o tal longo contra-relógio afastará os sprinters das vitórias. Sete dias passados e chegarão aos Pirinéus, três etapas consecutivas para apreciarem a bela paisagem destas cadeias montanhosas, um belo teste aos candidatos à vitória final.
7ª 06/09 Sábado Barbastro - Andorra (Naturlandia - La Rabassa) 223,2km
8ª 07/09 Domingo Andorra (Escaldes - Engordany) - Salardú / Naut Aran / Pla de Beret 151,0km
9ª 08/09 Segunda-feira Vielha / Mijaran - Sabiñánigo 200,8km
Três dias de corrida e um de descanso, e alcançarão a Cordilheira Cantábrica, começando logo pelo Angliru. A 13ª etapa é ao nível da 15ª etapa do Giro (Marmolada) deste ano, uma daquelas onde só os trepadores estarão na frente e os restantes lutarão por sobreviverem. As diferenças de tempo serão enormes neste dia.
13ª 13/09 Domingo San Vicente de la B. - Alto de L’Angliru 209,5 km
Cinco contagens de montanha: a primeira de 3ª categoria, três de 1ª categoria e a acabar no Alto de L’Angliru (altimetria), uma subida de 12,5km mas que a três quilómetros do fim conta com rampas superiores a 20% de inclinação!!
14ª 14/09 Domingo Oviedo - E. E. Fuentes de Invierno 158,4 km
15ª 15/09 Segunda-feira Cudillero - Ponferrada 202,0km
Já mesmo nos últimos dias a tal crono-escalada, mas antes disso uma etapa de montanha com duas contagens de 1ª categoria a meio da etapa. Penso que o vencedor será decidio na passagem pelos Montes Cantábricos pois nestas duas as diferenças serão mínimas
19ª 19/09 Sexta-feira Las Rozas - Segovia 145,5km
20ª 20/09 Sábado La Granja de S. I. - Alto de Navacerrada (I.T.T.) 17,1km
Tem tudo para ser uma emocionante Vuelta, talvez falte duas equipas que têm estado em destaque esta época, Team Garmin e Team Columbia e pena também que Cadel Evans se tenha lesionado. Gostaria de ver o Benfica na Vuelta, mais uns portugueses a juntar-se ao solitário Sérgio Paulinho, seria excelente.
Site oficial.Site com as altimetrias de muitas subidas desta corrida.
quinta-feira, agosto 7
Scott de fora da Vuelta
Na minha opinião esta é uma decisão meramente "política" totalmente alheada do âmbito desportivo que não teve qualquer preocupação com os impactos que esta decisão terá. A Scott decidiu manter fiel à equipa, continuando com o patrocínio e qual é a motivação que recebe para continuar? A exclusão da Volta a Espanha. O que poderá acontecer? Provavelmente a desistência desta empresa do ciclismo.
Sinceramente não me parece difícil justificar uma eventual presença da Scott tendo em conta que tanto a Credit Agricole como a Liquigas estão entre as equipas convidadas para a competição espanhola. Logo, não percebo o porquê de não se ter dado uma oportunidade a esta equipa Scott mais que não fosse por ser uma equipa recente, que necessita de motivações para continuar no ciclismo. Seria assim tão difícil dar uma oportunidade a esta equipa pensando no bem que se poderia fazer ao ciclismo no geral?





