sábado, junho 7

Critérium du Dauphiné Libéré 2008: Sérgio Paulinho em ajuda a Leipheimer.

Há quem diga que é um grande teste ao Tour, outros não, mas a verdade é que em 60 edições não houve mais de 10 corredores que venceram o Dauphiné e o Tour no mesmo ano. Entre os que conseguiram essa proeza estão Armstrong em 2002 e 2003, Indurain, Hinault, Anquentil...
Alguns exemplos recentes: o ano passado Alberto Contador acabou em 6º, Oscar Pereiro no 14º lugar em 2006, Lance Armstrong em 2005 acabou na 4ª posição...

Mas no entanto estão quase todos os grandes candidatos ao título do Tour, só mesmo Damiano Cunego prefere o Tour de Suisse que começa no dia 16. Evans, Valverde, Zubeldia, Samuel Sanchez, Rogers e Sastre, preparam-se aqui para o Tour. Carlos Sastre (Team CSC) afirmou que vem afinar o últimos promenores.

Como devo falar sobre estes antes do Tour, vou optar pelos que também poderão vencer esta corrida e que talvez tenham mais motivação e disponibilidade já que no Tour estarão ocupados a ajudar os seus líderes.

Conta com Horner, Paulinho, Brajkovic e Rubiera para defender a sua camisola amarela a partir da 4ª etapa,
depois do contra-relógio de 31km.

Foto cedida por: Procyclingphotos


Levi Leipheimer: É o principal favorito pelo facto de já ter sido vencedor em 2006 e principalmente por não ir ao Tour. Vem com motivação extra depois da vitória de Contador, e caso vencesse seria mais um grande contributo para o protesto da Astana em relação à não participacão no Tour. No entanto tenho as minhas dúvidas em relação ao americano, nos contra-relógios é sem dúvida um especialista mas nas montanhas...
Já o disse aqui que Levi é um corredor que precisa de uma preparação específica para estar a 100%, e nas montanhas isso nota-se muito, com a ida ao Giro não sei o quanto lhe isso afectou, para melhor ou pior...
Sérgio Paulinho será um dos ajudantes.

José Marchante (Saunier Duvall) e Manuel Beltran (Liquigas): São os dois melhores trepadores que contra-relogistas e por isso devem estar ao ataque. Marchante este ano acabou em 10º no Tour de Romandie e conseguiu um 7º lugar no Dauphiné Libéré 2005. Manuel Beltran volta depois de 2 anos de ausência, acabou em 16º em 2005, ano da vitória do último espanhol Inigo Landaluze (Euskaltel-Euskadi) que com uma fuga mal autorizada pela Gerolsteiner roubou a vitória a Leipheimer.

Sem Menchov o jovem Gesink comandará a laranja mecânica, tem no contra-relógio o seu maior obstáculo.
Foto cedida por: Procyclingphotos


Robert Gesink (Rabobank): Um dos jovens em ascenção esta época; venceu a etapa rainha do Tour of Califórnia chegando com Leipheimer, vestiu a camisola amarela no Paris-Nice depois de perder ao sprint com Cadel Evans no Monte Ventoux, obteve ainda um excelente 4º lugar na Fleche Wallonne. Espero que consiga fazer um bom crono pois este rapaz nas montanhas, ainda vai surpreender!!

Rémy Di Gregorio (FdJeux): É sem dúvida uma promessa do ciclismo francês e com apenas 22 anos já demonstrou a sua aptidão para as montanhas. Em 2007 acabou em 19º e o ano passado foi o camisola da montanha. Já conseguiu essa camisola no Tour de Romandie deste ano, e aqui procura uma etapa, estará sem dúvida ao ataque e será um incómodo às equipas dos principais favoritos. Entrevista de ontem.

Oscar Pereiro (Caisse d’Epargne): Vamos ver se acorda do sono profundo do qual já está há muito tempo. O ano passado ficou em 2º na última etapa mas acabou em 20º da geral.

Yaroslav Popovych será o braço direito de Cadel Evans no Tour de France,
no Dauphiné
serão dias para afinar a táctica antes do grande confronto em Julho.
Foto cedida por: Silence-Lotto.


Yaroslav Popovych
(Sillence-Lotto): A equipa belga tem aqui um bom teste ao Tour. O seu líder Cadel Evans tem estado a recuperar duma tendinite depois de um estágio em Serra Nevada, mas se já sentir bem, estou curioso para ver como a sua equipa vai abordar a etapa rainha. Caso contrário, Popovych irá ter autorização para lutar pela geral à semelhança do Paris Nice deste ano onde acabou em 3º lugar. Teve um bom aquecimento na Volta à Catalunha com um 14º lugar e na minha opinião o ucraniano é favorito destes que já mencionei, até de Leipheimer.

Site oficial.

Startlist.

José Antonio Garrido da LA MSS deu ontem uma entrevista a um jornal francês falando do que se passou na sua equipa e o seu ponto de vista.

Descobri um link que supostamente dá um resumo diário da etapa do Tour do Luxemburgo onde o Benfica participa. Ainda não experimentei mas começa às 18h.30 de hoje e também amanhã.

Linus Gerdemann (High Road) ainda a recuperar duma queda, não estará presente no Tour, nem nos Jogos Olímpicos.

sexta-feira, junho 6

Critérium du Dauphiné Libéré 2008

Começa no domingo a 60ª edição do Critérium du Dauphiné Libéré. Segundo o cyclingnews.com foi a corrida que mais beneficiou com a entrada para o calendário do Pro Tour, passando de uma audiência de 39 milhões em 2005 para 59 milhões no último ano e com muitos mais canais a transmitir.


Dauphiné é uma região no sudeste de França conhecida pela sua resistência durante a ocupação alemã na II Guerra Mundial. A isto, muito contribui o terreno montanhoso que predomina nesta região já que os Alpes estão presentes. O Monte Ventoux é muitas vezes associado a esta corrida, dezassete vezes foi incluído no percurso e muitas delas em contra-relógio. Este ano já o vimos no Paris-Nice, talvez seja a razão por não fazer parte desta edição.


É uma espécie de mini-Tour, no entanto tem apenas uma etapa considerada plana e começa com um prólogo o que não acontece na Volta à França 2008.

Na 1ª etapa os sprinters são os principais favoritos a vencê-la, o que poderá não acontecer no dia seguinte pois os últimos 50km com duas subidas de 4ª categoria são propícios a ataques.


Ao 4ª dia é a vez do segundo contra-relógio mas este de 31km, é um bom teste aos dois contra-relógios do Tour no entanto com com duas subidas (3ª e 4ª categorias) pode haver diferenças de tempo significativas.


Na 4ª etapa começa a dureza desta região, várias subidas, descidas, montanhas e vales a compôr o percurso. A 20km da meta situa-se o topo do Le Salève (1ª categoria) seguido de uma longa descida até à meta.


O dia seguinte é bem mais curto que o anterior, apenas 125km mas com o Col de Joux-Plane a 10km da meta.


A etapa rainha é ao 7º dia
, um belo passeio de 233km pelos Alpes!! Começa com um aperitivo de duas subidas (3ª e 4ª categoria), depois vem o prato forte, o Col de la Croix de Fer: 30km de subida até já não haver folgo, (2068m de altitude) e uma descida vertiginosa até à cidade onde começaram a subir. A finalizar uma subida de 14km até à La Tousuire. (altimetria, começa no Saint Pancrace).


No último dia ainda há espaço para algumas alterações, o percurso conta com três subidas famosas: Col du Granier (1ª categoria), Col du Cucheron (1ª categoria) e o Col de Porte (2ª categoria) na segunda metade do percurso de 127 km.


Altimetrias das etapas
.

No PEZcycling.com tem uma descrição das etapas mais pormenorizada e relacionada com acontecimentos passados.

Existe um pdf no site oficial chamado Livre de Route com as etapas todas.


Amanhã falarei dos corredores e respectivas equipas.

Vídeo do Dauphiné Libéré 2007; live stream da Euskal Bizikleta; últimas.

Christophe Moreau foi o vencedor da edição de 2007 com duas vitórias de etapa. Este ano o campeão francês não estará presente para defender o título!!

Resultados de 2007.

Mais tarde irei fazer um desenvolvimento da edição deste ano.

Resumo do Critérium du Dauphiné Libéré de 2007.



Euskal Bizikleta

Hoje começa a corrida espanhola Euskal Bizikleta, de nível 2.HC do ranking da UCI. São 3 dias no País Basco antes do começo do Dauphiné Libéré. Mais informações em esciclismo.com.

Site oficial. Startlist.

Esta corrida irá dar gratuitamente no cycling.tv a partir das 15h.(hora de Lisboa)
Talvez arranje live streams com melhor definição por volta dessa hora, se alguém estiver interessado que diga qualquer coisa...

Philippe Gilbert

A Silence-Lotto assegurou a contratação de Philippe Gilbert para a próxima época. Depois de um ano negativo nas clássicas, a Silence-Lotto reforça-se com a estrela de 26 anos da Francaise des Jeux, vencedor da Omloop Het Volk em Março.

ASO e UCI

A ASO comprou 49% da Unipublic, sociedade que organiza a Vuelta a Espanha.

Depois de algum sossego durante o Giro de Itália a guerra entre a UCI e a ASO vem ao de cima um mês antes do começo do Tour de France. A UCI já afirmou que os corredores presentes no Tour apesar de poderem levar sanções, estas não se aplicarão aos Jogos Olímpicos.

quinta-feira, junho 5

Jeins Voigt (Team CSC): Uma personalidade inesquecível.

Jens Voigt tem no seu currículo quatro Critérium International e duas Voltas à Alemanha consecutivas.
Foto cedida por: ProCyclingPhotos.com


É um conhecido do fãs de ciclismo pela sua inquietude durante as corridas e pela sua cara sorridente. Voigt é um corredor polivalente, ou melhor, a sua especialidade é atacar, seja em subida, descida, plano, pode-se dizer que o seu terreno é: ao ataque!

Começou por pertencer ao exército alemão e só passado 3 anos de ciclismo amador, ingressou em 1998 na Crédit Agricole já com 27 anos. Durante 5 épocas na equipa francesa conseguiu 20 vitórias; vestiu a camisola amarela no Tour 2000, venceu uma etapa no Tour de 2001 e fez parte da selecção olímpica que ajudou Jan Ullrich a ganhar o ouro.

Em 2004 passou para a Team CSC ajudando Ivan Basso a acabar em 3º lugar no pódio final do Tour de France. Na 15ª etapa Voigt encontrava-se mais uma vez em fuga quando Ullrich atacou deixando Armstrong e Basso para trás, já que Armstrong não conseguia alcançar o seu grande rival, Voigt ficou para trás e foi decisivo na captura do seu compatriota ajudando assim o seu chefe de equipa, Basso. Ullrich ficou desolado e a imprensa alemã atacou fortemente Voigt por prejudicar um compatriota seu. No dia seguinte num contra-relógio de montanha, os alemães na estrada chamavam-lhe de “Judas”, Voigt sentiu-se injustiçado criticando a imprensa alemã:



by bikeboy2000


No ano seguinte preparava-se para ajudar mais uma vez Basso no Tour de France quando o italiano foi suspenso por doping. Um ano depois Voigt criticou abertamente a contratação de Basso pela Discovery Chanel pois as equipas Pro Tour tinham acordado não contratar corredores supeitos. Voigt alertou que para o público dava a sensação que o ciclismo continuava igual e nada tinha mudado em relação ao doping.

Em 2005 quase que ganhava o Liège-Bastogne-Liège depois de ter sido batido por Vinokorouv,
o sprint deu-se após uma fuga de ambos iniciada pelo alemão a 52km da meta.

Foto cedida por: Capture-the-peloton.

No Giro de 2006, Voigt deixou Juan Manuel Garate vencer a 19ª etapa depois do alemão ter andado na roda o dia todo, no fim, as palavras de Voigt foram as seguintes: “Se ganhar é porque sou bom e trabalho para isso. Para ganhar assim eu prefiro não ganhar. Eu não sou assim, eu não consigo ganhar sem merecê-lo”.

Voigt tem uma teoria engraçada. Uma das respostas dele quando lhe perguntaram onde arranja motivação para estar constantemente ao ataque foi a seguinte: “ Até certo ponto tu tens que ser honesto contigo próprio e reconhecer: Eu não consigo fazer isto, mas eu consigo fazer aquilo. Eu não consigo vencer sprints contra Petacchi ou Cipollini nem vencer numa subida a Armstrong ou a Simoni. Assim tenho que arranjar outra forma para poder ganhar, o que eu quero sem dúvida.”

O alemão ainda deu mais algumas explicações neste vídeo a partir dos 2 minutos.



by bikedreams


O ano passado virou-se novamente contra os canais de televisão alemães por desistirem a meio do Tour de France de transmitir a corrida devido ao caso de doping de Patrik Sinkewitz, um compatriota seu.

Mais recentemente venceu a 18ª etapa do Giro ao atacar isolado da fuga em que estava inserido, quando ainda faltava 40km para a meta. Apesar do seu director desportivo aconselhá-lo que ainda era cedo para atacar, Voigt confiou no seu instinto.

Depois de tantas peripécias podemos dizer que “a sua vida dava um filme”.Um filme ainda não, mas um livro já dá!

Entrevista de Jens Voigt após a queda de Stuart O'Grady o ano passado no Tour de France.

Jantar da equipa Team CSC. Se o Ricardo Araújo Pereira é o melhor do mundo a comer pudins, Voigt é o melhor a comer muffins!!

Fabian Cancellara regressa às vitórias. Depois do prólogo de ontem, o suíço comentou que os braços doíam-lhe mais que as pernas!!

quarta-feira, junho 4

Precisamos de uma referência actual no ciclismo português?!

Tem havido uma grande euforia em relação à participação no Euro2008 da selecção nacional de futebol. É uma coisa inacreditável a quantidade de adeptos à porta do aeroporto; do hotel; até para assistir a um treino à chuva!!
Isto deve-se aos resultados que têm sido muito a cima da média nos últimos anos o que provoca expectativas muito altas e consequentemente um estado de ansiedade e principalmente de esperança. Os média muito têm contribuído para isso pois não há meia hora de televisão sem aparecer uma referência à selecção nacional, seja anúncios, seja reportagens, etc...

O seleccionador Scolari por muito que se discuta se é bom seleccionador ou não, tem sido o maestro de algo de extraordinário e pelo menos para mim nunca antes visto. Desde a sua nomeação que o futebol em termos de selecção tem vindo a ganhar um novo folgo e até as mulheres já se interessam!

No triatlo aconteceu o mesmo, as pessoas ficam fascinadas ao ver a nossa Vanessa Fernandes a cortar a meta. Antes dela havia pessoas a confundir triatlo com teatro (e eu sou testemunha disso), no entanto sem menosprezar o excelente trabalho da respectiva Federação, foi a agora atleta do Benfica a dar conhecimento dessa nova modalidade e principalmente levou as pessoas a interessarem-se por triatlo.

Joaquim Agostinho venceu a Volta a Portugal de 1972 vestindo a camisola amarela da primeiro ao último dia.

Penso que actualmente falta um atleta desse mediatismo no ciclismo. Cândido Barbosa foi o mais perto o ano passado na Volta a Portugal, mas tem que ser um corredor que leve o nome de Portugal lá fora. O nosso último representante foi José Azevedo pois obteu excelentes lugares no Giro e no Tour, e foi um dos que guiou Lance Armstrong na sua epopeia. Joaquim Agostinho foi sem dúvida o expoente máximo e mesmo sem eu ser dessa altura dá para ver pelas fotos que o Ciclismo enchia estádios! A altura de Agostinho é talvez a época de ouro do ciclismo português não só em resultados mas como também em adeptos. Aquando de José Azevedo muitas pessoas ligavam a televisão para vê-lo como também quando Sérgio Paulinho subiu ao pódio nos Jogos Olímpicos. Mas apesar de estar numa das melhores equipas do pelotão internacional, o Sérgio ainda não conseguiu atingir a mesma dimensão de José Azevedo.

Espero assim por um fenómeno no ciclismo português esperançado de que já não falta muito!


Deixo este link com o anúncio da Galp em apoio à selecção portuguesa pois gosto bastante. Acredito que se fosse mesmo necessário alguém para puxar o autocarro da selecção nacional, haveria voluntários a mais.
É acompanhada pela excelente música de Bob Dylan: Paths of Victory.

As polémicas entre a UCI e a ASO continuam. A ASO vai obrigar às equipas que participem no Tour que assinem um contracto onde serão obrigadas a pagar 100.000 euros se durante a corrida for detectado doping num seu corredor .

No México, um condutor embriagado colidiu contra uma corrida de bicicletas; 10 feridos e um morto...

terça-feira, junho 3

Benfica começa amanhã no Tour do Luxemburgo.

Depois de um Bayern Rundfahrt menos conseguido o Benfica desloca-se ao 68º Tour do Luxemburgo já amanhã. A equipa portuguesa tem tido altos e baixos ao longo da época e depois de uma Volta à Comunidade Valenciana onde Ruben Plaza foi vencedor e alguns sprints de Benitez entre os melhores, a equipa nunca mais conseguiu resultados deste nível. É verdade que os líderes tem estado apagados mas as lesões rondam a equipa benfiquista; José Azevedo tal como o ano passado tem tido uma época muito abaixo das espectativas não mais do que top 10; Cândido Barbosa lesionou-se e não compete há já algum tempo; Javier Benitez depois de na primeira parte da época 2007 ter sido o corredor em destaque, nesta tem andado afastado das vitórias; Ruben Plaza teve a sua vitória em Espanha mas desistiu na Volta a Santarém devido a problemas de saúde e daí para a frente nunca mais o vi.

Os que têm obtido melhores resultados tem sido principalmente Daniel Petrov, com um bom quinto lugar na geral da Volta à Turquia e também razoáveis desempenhos em provas espanholas. José Mendes tem sido algumas vezes o melhor da sua equipa à semelhança de Rui Costa que recentemente foi 5º na Clássica das Alcobendas com Mikel Pradera a acabar em 8º e o Benfica a vencer a classificação por equipas.

Em terras alemãs o Benfica veio desfalcado pois tanto Barbosa como Azevedo não poderam ir porque recuperam de lesões. Foi discreta a prestação, mas fazer melhor considero que seria muito exagerado pois os adversários presentes são da elite mundial. No entanto esperava-se mais de Benitez que ao contrário do ano passado não conseguiu nesta edição nenhum 2º nem 3º lugar ao sprint. Mikeal Pradera acabou por ser o melhor em 24º da geral. Algumas declarações de Orlando Rodrigues.


Depois de uma queda no GP Rota dos Móveis que o fez abandonar a corrida, José Azevedo quer dar uma alegria aos emigrantes portugueses.


Alguns só tiveram três dias de descanso, outros mais alguns já que houve duas trocas em relação à corrida alemã. Para amanhã os convocados do Benfica são:

Mikel Pradera, José Mendes,Hélder Miranda, Javier Benitez, José Azevedo, Ruben Plaza, Bruno Castanheira e Daniel Petrov.

Javier Benitez tem aqui uma concorrência igualmente difícil: Jay Jay Haedo, Francesco Chichi, Romain Feillu (Agritubel) são alguns dos sprinters presentes que disputarão as vitórias de algumas etapas.

Esta corrida tem um bom historial de vencedores: Bernard Hinault, Lance Armstrong, Frank Vandenbroucke constam nessa lista, tais como Gregory Rast da Astana e Laszlo Bodrogi da Credit Agricole que irão estar presentes nesta edição.

São 5 dias começando com um prólogo de 2,4km; a 2ª e 4ª etapa são reservadas para os que lutam pela classificação geral enquanto que a 1ª e 3ª estão disponíveis para os sprinters. O ano passado o Benfica conseguiu um 6º lugar de José Azevedo e 8º por Daniel Petrov na geral, e ainda venceu por equipas. Este ano os adversários parecem ser mais fortes: Clément Lhotellerie (Skil Shimano); Roman Kreuziger (Liquigas); Joost Posthuma (Rabobank); os irmãos Schleck e Fabian Cancellara da Team CSC.

Esperemos que o Benfica dê um ar da sua graça. Podem ver a altimetria das etapas e a startlist neste link.

segunda-feira, junho 2

Giro de Itália: Apesar da vitória de Contador, este é o Giro de Emanuele SELLA!!

Mais uma vez foi um fantástico Giro, um dos percursos mais extremos de sempre, grande luta entre os corredores durante e fora da corrida, e com emoção até ao fim também. No dia de ontem foi decidido o lugar mais baixo do pódio por escassos segundos, dois! Marco Bruzeghin depois de alguns dias menos bons na alta montanha conseguiu um brilhante 3º lugar na geral.

Ao mesmo nível de Bruzeghin esteve o seu compatriota Franco Pelizotti. O “Golfinho” como é chamado, foi bastante regular e só mesmo o seu contra-relógio na décima etapa afastou-o da luta pela vitória desta corrida.

Jurgen Van den Broeck foi uma das surpresas desta edição ao acabar em 7º lugar na classificação geral. O jovem belga esteve sempre entre os melhores da montanha e promete ser uma grande ajuda a Cadel Evans na luta pelo Tour de France.

Danielle Benatti com uma boa época o ano passado, e depois das três vitórias e o primeiro lugar na classificação dos pontos, teve aqui o seu maior resultado. Os italianos são conhecidos por idolatrar os seus sprinters e depois de Cipollini e Petacchi, talvez este venha ser a próxima estrela italiana?!

Gilberto Simoni despede-se com um 10º lugar. Teve o seu dia mau na sexta passada que o atirou do 3º para a 10ª posição onde se manteve até ontem. Não foi difícil pois o 11º classificado, Vicenzo Nibali acabou com 9 minutos a mais que Simoni, despede-se assim do Giro no lote dos protagonistas.

Foi sem dúvida uma edição especial, uma jogada arriscada de Angelo Zomegnan (director) ao convidar a Astana à ultima da hora. Mas foi uma aposta ganha pois tornou esta edição muito mais universal do que costumava ser. Foram atingidos records de audiência e provavelmente neste ano não veremos um Tour ou uma Vuelta tão espectaculares como foi o Giro, espero estar errado...

Alberto Contador mesmo sem grande preparação conseguiu vencer a sua segunda Grande Volta. Apesar de ser o único estrangeiro a intrometer-se entre três italianos parece que os tifosi sempre o respeitaram e até arriscava dizer que alguns o preferiram a Riccò. Nas declarações finais o espanhol afirmou que esta vitória foi mais importante que o título no Tour 2007 e também caso vencesse o Tour 2008, algumas indirectas para Christian Prudhomme o director do Tour de France.

A CSF Group Navigare venceu a classificação por equipas com mais de 43 minutos sobre a Astana!! Emanuele Sella, Dominico Pozzovivo, Fortunato Baliani, Luis Felipe Laverde, Julio Perez Cuapio e Mateo Priamo foram corredores que andaram muitas vezes em fuga e contribuiram para que a sua equipa vencesse este prémio. Emanuele Sella foi o homem mais falado nestas três semanas, representou o orgulho e a coragem duma nação e apesar deste Giro conter Alberto Contador no papel, na memória de quem viu esta edição, irá ficar o nome: EMANUELE SELLA.

Classificações.

Entrevistas dos protagonistas.

Vídeo do crono de ontem. Vitória de Marco Pinotti (High Road).

Deêm uma olhada no PEZcyclingnews pois tem uns artigos interessantes com boas fotos.

O Jogo Sempre na Roda foi actualizado com os resultados do Giro e da Volta à Catalunha.

domingo, junho 1

Giro de Itália: Um dia mais calmo na 20ª etapa...

Hat-trick para Emanuele Sella !!
Foto de AFP Photo


Podem ver o resumo da etapa através deste link. Classificações.

Talvez não fosse o final desejado depois deste fantástico Giro, faltou alguma acção por parte de Contador e Riccò nesta etapa. Di Luca ficou logo para trás e tanto Contador como Riccò limitaram-se a defender, talvez já cansados destas três semanas...

No entanto foi um dia interessante pois outros italianos atacaram várias vezes Contador mas mais uma vez a táctica foi fundamental, desta vez a da Astana. Na luta entre Riccò e Contador não houve grandes mudanças ao contrário da luta pelo 3º lugar que parece que ficou definida nesta etapa, muito devido à perda de 4 minutos de Di Luca em relação aos outros favoritos.

Com a desistência de Andreas Kloden a Astana decidiu lançar Colom em fuga para que quando chegasse à última subida, Contador tivesse um ajudante. E assim foi, durante o Mortirolo a penúltima subida, Contador esteve sozinho a responder aos ataques do incansável Sella, Simoni e Menchov, mas por estranho que pareça Riccò foi o que mais vezes respondeu aos ataques?! Sinceramente não vejo razão para isto...

Na última subida, o Aprica que não é não muito dura comparando com as duas anteriores, Colom já estava incluído no grupo da frente, e aí Emanuele Sella foi mais uma vez decisivo beneficiando outra vez Contador pois impediu que Riccò podesse ganhar a etapa o que lhe daria a maglia rosa. Depois de muita insistência no Mortirolo, o camisola verde (montanha) só conseguiu distanciar-se logo a abrir a última subida, e foi mais uma vez para vitória. Menchov, Bruzeghin e Pelizotti eram os únicos que puxavam já que Sella ameaçava-os na classificação geral o que não acontecia com Contador, este e seu companheiro limitaram-se a seguir na roda o que levantou alguma controvérsia durante a corrida.

Gilberto Simoni e Joaquim Rodriguez que também atacaram várias vezes, chegaram em segundo e terceiro lugar respectivamente. I campeão espanhol foi sem dúvida a única referência da Caisse d’Epargne nestas três semanas, esta equipa foi uma das grandes desilusões mesmo com a ausência de última hora de David Arroyo, esperava-se mais de Vladimir Karpets e Jose Rujano.

Para amanhã, no contra-relógio plano de 28,5km ainda há a possibilidade de Riccó vencer o Giro. No entanto seria um pequeno milagre e só mesmo a super-grinta italiana poderia vencer o favoritismo de Contador num crono. Assim sendo, é melhor que o Cobra ou o Ego como lhe chamam no podiumcafe.com, preocupe-se em não perder mais de dois minutos para Bruzeghin pois este irá tentar a segunda vitória no crono.

Entrevista aos protagonistas no final da etapa.