domingo, julho 6

Murilo Fischer, o único representante de língua portuguesa na Volta à França.


O brasileiro de 29 anos estará no Tour pela segunda vez na sua carreira. Espera por uma oportunidade já que é um dos sprinters da equipa Liquigás, contudo será difícil já que os concorrentes na equipa, Francesco Chicchi e Filippo Pozzato são de grande categoria. No entanto com a ausência de Benatti é provável que tenha algumas oportunidades num final em pelotão compacto. O ano passado andou a rondar os 15 primeiros nas etapas disputadas ao sprint, mas foi na 11ª etapa onde Fischer teve maior destaque, uma etapa disputada a alta velocidade onde conseguiu um brilhante 3º lugar atrás do vencedor Robert Hunter e de Fabian Cancellara. À semelhança dos seus sprints, acabou com em 15º na classificação dos pontos.



No entanto o brasileiro pode encontrar outros caminhos para a vitória, já provou que nestes dois anos na equipa italiana, também desempenha a bom nível as suas funções quando chega a altura das clássicas de paralelo, conseguiu vários tops-20 em importantes corridas e um excelente 22º lugar no Paris-Roubaix; isto só prova que tem boa resistência e as fugas poderão ser uma boa alternativa.

Descobri ontem uma entrevista audio do brasileiro, ele afirma que o seu colega Kreuziger tem grande valor e poderá ser uma das surpresas desta edição. Fala também de outros assuntos, Boonen, Astana, e ainda promete uma agradável surpresa numa das primeiras seis etapas já que identifica-se com o estilo do percurso.


Entrevista (audio) a não perder no blog Pedaladas.

Poderão também ler o seu diário do Tour de France.


Vídeo do final da etapa de ontem. O vencedor foi Alejandro Valverde, que grande aceleração!!

Maurício Soler foi um dos azarados pois a 10km do fim caiu e acabou com 3 minutos de atraso. Fracturou a mão e a sua participação no Tour poderá estar comprometida.

Foto do: site da Liquigás

sábado, julho 5

Será este o ano de uma Volta à França sem casos de doping?

Existe uma certa apreensão de como irá decorrer este Tour ao nível do doping. Desde há 10 anos que tem havido casos atrás de casos e principalmente nos últimos dois quando se pensava que havia melhorias, aconteceram escândalos que abalaram a comunidade do desporto em geral. Em 2006 foi Floyd Landis que depois de um dos piores dias da sua carreira, obteve a sua maior vitória no dia seguinte!! Dias depois viria a vencer o Tour e passado três dias vinha a notícia que tinha acusado positivo. Este caso arrasta-se até aos dias de hoje com Landis a contestar os procedimentos do laboratório (pelo que li são algo duvidosos), mas desengane-se quem pense que este processo acabou, quando há dias foi considerado culpado o americano mostrou que quer continuar a recorrer. Em 2007 foi Vinokorouv que também acusou positivo, e mais tarde Rasmussen o camisola amarela por não ter comparecido a controlos antes da competição francesa.

Um dos exemplos perfeitos de que: "Quanto mais alto se sobe, maior é a queda."
Foto cedida por:
Caputre-the-peloton.

A verdade é que há e haverá sempre atletas dopados (corredores, nadadores, futebolistas..etc), isso é certo. No entanto isto faz-me pensar nos anos 90 quando aí sim havia uma cultura dopante (Bjarne Riis e Erik Zabel confirmam), com gigantescas redes e pouco vigilância por parte das autoridades. Essa rede começou a ser desmantelada com o caso Festina, precisamente há 10 anos e foi o principal alerta para o que estava a acontecer com os corredores, a maior parte vítimas outros não. E não só nos anos 90, mas já desde algumas décadas anteriores, para não arriscar, desde sempre.

Contudo nestes últimos anos parece que as coisas têm melhorado, principalmente neste actual, mais controlo, maior rigor e uma nova mentalidade. Esta última é sem dúvida a grande diferença, nos tempos antigos era como se fosse quase natural usar doping, era necessário. Até nas corridas nota-se actualmente um maior equilíbrio, uma corrida mais aberta, sem grandes dominadores que deixavam todos para trás. Será que significa menos doping?

Apesar das guerras entre a UCI e a ASO, arrisco a dizer que tanto Clerc como McQuaid ao menos neste ponto estão de acordo, desejam finalmente um Tour limpo. O Ciclismo é o que é hoje, muito graças à Volta à França, pelas boas e más razões...

Eu estou confiante que não haverá surpresas nas próximas três semanas, contudo há um ano atrás pensava precisamente o mesmo. Por um lado se houver algum caso positivo, só prova que os controlos estão a funcionar, e apesar de não achar que é por aí que se combate o problema do doping, é um sinal de que pelo menos os batoteiros são apanhados. Mas para um espectador mais distraído, é o constatar de uma realidade que conhece desde que vê a Volta à França, e eventualmente um dia irá dizer “Basta!!”, se já não disse antes.

Apesar de ter receio, acho que não é razoável que devido a um imprevisível caso, talvez isolado, se ponha em causa organizações e cada vez mais o esforço de muitas pessoas que tentam acabar com este flagelo.


Os resultados dos exames anti-doping da Team CSC - Saxo Bank.

Programa interno anti-doping da Team Garmin.


sexta-feira, julho 4

O que podemos esperar das equipas francesas no Tour?

Ficam aqui uns dados estatísticos em relação aos franceses.


Último francês...

a vencer o Tour de France: Bernauld Hinault pela 5ª vez em 1985.

a vencer a camisola verde no Tour: Laurent Jalabert em 1995 pela segunda vez antes do reinado consecutivo de Erik Zabel (6 anos seguidos).

a vencer a camisola da montanha: Richard Virenque em 2004 pela sétima vez. Venceu também o prémio da combatividade tendo sido o último francês. (Nos últimos três foram espanhóis)

a vencer a camisola branca (juventude) : Benoît Salmon em 1999

No ano de 2007 o melhor francês foi Stéphane Goubert (AG2r) em 27º na geral. Também estará presente este ano.

Vencedores em 2007: Cédric Vasseur na 10ª etapa (Casar 2º) e Sandy Casar na 18ª, ambas as vitórias em fuga.

Última equipa vencedora na classficação por equipas: A Cofidis em 1998 com Bobby Julich, Christophe Rinero e Roland Meier, 3º e 4º e 7 respectivamente na classificação geral.



Nenhuma das equipas francesas apresenta um sério candidato à vitória, a maior parte está focada em vitórias de etapas e noutras classificações (montanha, combatividade). Há excepções; algumas têm um ou outro corredor que ambiciona chegar ao topo 10 da geral (Dessel), vestir a camisola verde (Hushovd) ou da juventude (Monfort). Como tem sido hábito há vários anos, os franceses irão destacar-se nas fugas diárias animando a corrida até nos dias mais monótonos.


AG2R LA MONDIALE

Para ...

a Classificação Geral: Cyril Dessel (na foto) ressuscitou com uma vitória recente no Dauphiné, após um excelente 7º em 2006 mas uma época de 2007 muito discreta. O francês deverá liderar a equipa, contudo tanto Vladimir Efimkin e Tadej Valjavec são importantes ajudas como óptimas alternativas para a classificação geral.

as Fugas: É nas etapas de montanha que esta equipa deverá destacar-se, John Gadret e Stéphane Goubert são excelentes trepadores que juntamente com os três de cima irão estar ao ataque nessas etapas. Para o plano Martin Elminger é um bom finalizador.


AGRITUBEL

Para ...

a Classificação geral: Christophe Moreau, depois da vitória do Dauphiné Libéré em 2007, foi a grande desilusão nas semanas seguintes no Tour. Este ano talvez lute por outro objectivo, etapas ou mesmo a camisola da montanha, há uma forte possibilidade de êxito nos dois casos.

os Sprints: Jimmy Casper e Romain Feillu (grande promessa francesa), tentarão discutir as etapas mas será muito difícil algum deles ser bem sucedido.

as Fugas: Geoffroy Lequatre um bom finalizador, o experiente Nicolas Jalabert e o novo campeão francês Nicolas Vogondy; certamente que está desejoso de vencer uma etapa envergando a sua nova camisola.


BOUYGUES TELECOM

Para ...

a Classificação Geral: Li uma entrevista há tempos em que Voeckler afirmava que tem vindo a melhorar no contra-relógio, e pretendia lutar pela classificação geral no Tour, não creio que seja capaz de um bom lugar...(fora do top 20)

as Fugas: Deve ser a equipa com mais especialistas em fugas. Yuri Trufimov (revelação do Dauphiné), Pierrick Fedrigo, Jérôme Pineau (na foto), Matthieu Sprick, Johann Tschopp e Thomas Voeckler. Como podem observar são praticamente quase todos reconhecidos por uma ou outra vitória importante, essa consequência de uma fuga.

os Sprints: Tanto Xavier Florêncio como Pineau costumam participar nos sprints quando a etapa é algo dura originando um pelotão já muito reduzido.

o Contra-relógio: Olho bem aberto em Stef Clement, um bom lugar no primeiro crono fará certamente, mas não acredito que vencerá o campeão do mundo.


COFIDIS, LE CREDIT PAR TELEPHONE

Para...

a Classificação Geral e Juventude: Maxime Monfort (na foto) tem qualidade para chegar ao top 20 no entanto é o seu primeiro Tour.

os Sprints: O colombiano Leonardo Duque tem maior vantagem em etapas mais duras.

as Fugas: Sylvain Chavanel talvez até tenha em mente a classificação da montanha. Em fuga também deve andar David Moncoutie na montanha e Nick Nuyens, Hervé Duclos-Lassale e Samuel Dumoulin nas etapas mais planas.


CREDIT AGRICOLE

Para ...

os Sprints: Uma equipa preparada para ajudar Thor Hushovd a vencer a classificação dos pontos. Os sprinters William Bonnet, Mark Renshaw e Jimmy Engoulvent serão os lançadores de serviço.

as Fugas: Esperem nas etapas mais duras, de os verem durante largas horas no grupo da frente: Simon Gerrans, Rémi Pauriol, Alexandre Botcharov e Dmitriy Fofonov (vencedor da última etapa do Daunphiné).


FRANÇAISE DES JEUX

Para...

a Classificação Geral: Eu bem gostaria que o seu director (Marc Madiot) apostasse no Sandy Casar (na foto) para esta classificação, mas à semelhança dos outros anos as vitórias de etapa devem ser o principal objectivo.

os Sprints: Sebastian Chavannel. É o melhor sprinter francês da actualidade mas terá muitas dificuldades entre os de topo mundial. Demonstrou uma boa forma ao vencer o sprint na 2ª etapa do Dauphiné contudo, Hincapie já tinha celebrado a vitória da etapa.

as Fugas: Sandy Casar, Philippe Gilbert que prometeu uma grande vitória antes de se despedir desta equipa, e o jovem Remi Di Gregório que talvez procure a classificação da montanha.


Fotos cedidas por: Caputre-the-peloton.

quinta-feira, julho 3

Jogo Sempre na Roda - especial Tour de France (erro corrigido)

Recebi alguns emails de leitores a queixarem-se do excel pois não conseguiam abrí-lo (muito obrigado).
O problema é que eu uso o Office 2007 e provavelmente essas pessoas usam o 2003. E eu esqueci-me de gravá-lo de modo a dar para abrir nos dois...

Pronto, já está corrigido.
Está aqui o link para fazerem download do excel.
http://www.sendspace.com/file/qfdtb4

As regras estão num post mais abaixo.

Fico há espera das vossas apostas.

Euskaltel - Euskadi e a entrevista suspeita de Samuel Sanchez!!

A equipa espanhola é actualmente uma das mais acariciadas no mundo ciclismo, apesar da boa qualidade dos seus corredores ela destaca-se por ser a única no Pro Tour que representa verdadeiramente o espírito de uma região (País Basco), um espaço cultural, pessoas (quem me dera que fossem todas assim). Na maioria são trepadores no seu plantel, e alguns conseguiram fazer a era de Armstrong mais espectacular com grandes recordações que nos deixaram no Tour. Os seus fãs bascos seguem-na religiosamente nos Pirinéus durante o Tour e a Vuelta demonstrando o orgulho pela sua equipa e pelos seus conterrâneos perante milhões de espectadores.

Dois dos melhores trepadores da era de Armstrong, o português e o espanhol (Mayo) proporcionaram
muitos bons momentos.

Nesta edição a Euskaltel traz uma equipa focada para a classificação geral, sem dúvida. Não há sprinters, apenas trepadores, alguns veteranos (Gorka Verdugo e Egoi Martínez) e corredores para a classificação geral; nem Koldo Fernandez que tem feito uns belos sprints foi convocado.

Penso que o objectivo desta equipa será o pódio em Paris, já seria uma grande feito. Mas só vejo Haimar Zubeldia o único capaz de conseguí-lo, e mesmo assim...Pelos seus resultados passados e pela boa equipa a apoiá-lo, mas lá está, esta equipa é um todo, pois não tem uma grande individualidade que possa fazer a diferença. Mais, é conhecida pelos seus grandes trepadores (Mayo, Beloki), mas nestes convocados existe algum trepador de referência?

A Euskaltel é uma equipa muito diferente, não tão boa a subir mas muito mais forte no contra-relógio, os três líderes (Astarloza, Sammy Sanchez e Haimar Zubeldia) são todos melhor no crono do que na montanha.


Duas vitórias consecutivas (alta montanha e crono) já no final da Vuelta 2007, deram-lhe um lugar no pódio.


Foco agora apenas um dos seus líderes Samuel Sanchez (na foto) pois li esta entrevista há dias em que ele afirma que vem à procura de vitórias de etapas!!!

Um corredor que correu muito pouco esta época e quando o fez não deu nas vistas, que assinou contracto esta época por mais 3 anos com a equipa basca e que acabou a Vuelta em 3º, vem ao Tour em busca de etapas?!... então e a classificação geral?

Para não falar que nesta entrevista afirmou que queria ir aos Jogos Olímpicos e depois acabava a época para ele...e a Vuelta, não vai?!! Será um dos eventos desportivos do ano em Espanha com Contador presente e o Angliru de volta e a Euskaltel não irá contar com o seu melhor corredor. Isto só pode ser bluf, sinceramente não quero acreditar, e não posso aceitar mas, já dizia o Mourinho: um jogo começa na primeira conferência de imprensa e acaba na última após o jogo...

É verdade que tem na 9ª e na 16ª etapa, etapas ao seu jeito pois é conhecido pela sua perícia nas descidas e estas têm uma longa descida até ao final, mas primeiro terá que aguentar com os melhores até à última contagem de montanha.

Mas exige-se mais deste corredor, uma boa classificação: um top 10, 5...

Voltando outra vez à equipa, esta ao lado da CSC parecem-me as mais fortes como também as favoritas para a classificação por equipas. Fico a torcer por uma boa prestação da Euskaltel Euskadi.


Fotos cedidas por: Caputre-the-peloton.

quarta-feira, julho 2

Volta à França 2008: A maillot blanc irá para quem?


Irá haver uma luta interessante pela camisola branca já que o ano passado Contador não teve um concorrente à altura nesta competição. Na actual edição há um leque de corredores que ambicionam ganhá-la, é um marco na carreira de qualquer corredor e distingue-os como um potencial vencedor do Tour de France. Todos eles já têm um vasto historial de provas por etapas, todavia muitos dão-se por contentes chegarem a Paris “vivos”, já uma boa classificação seria algo de extraórdinário. Esta competição começou em 1975 e só cinco camisolas brancas corresponderam às espectactivas vencendo a amarela mais tarde: Marco Pantani, Jan Ullrich, Laurent Fignon, Greg LeMond e Alberto Contador.

Esta talvez seja a classificação mais difícil de prever já que há mais espaço para fugas entre os jovens, e principalmente este ano terá que ser um corredor muito completo. Não só um trepador e contra-relogista mas terá que ser um bom rolador e principalmente um bom fundista.

Primeiro os Maciços Centrais onde terão que estar atentos pois um corredor menos conhecido pode encontrar a fuga certa e ganhar muito tempo. Nos Alpes e Pirinéus só os verdadeiros trepadores conseguirão aguentar-se na frente. No entanto, os verdadeiros trepadores também irão perder imenso tempo no último contra-relógio de 53km.

Nesta edição a classificação da juventude está destinada a atletas nascidos no máximo até 1985. Vamos lá ver os jovens que tem capacidade para ambicionar a esta camisola.


Uma etapa e o Top 10, algo mais para este ano?!
Foto cedida por: cyclingview.be

Mauricio Soler (Barloworld) de 25 anos:

História no Tour, e desta época: Estreou-se o ano passado a vencer duas etapas e a classificação da montanha, acabou em 11º e a par de Contador foram as maiores surpresas dessa edição. Esta época fez um decepcionante Giro desistindo a meio.

Notas: Um dos melhores trepadores no Tour mas por outro lado é o um dos piores contra-relogista. A ausência de boas prestações este ano é algo alarmante e os favoritos da amarela devem-lhe dar rédea curta.

Luis León Sanchez (Caisse d’Epargne) de 24 anos:

História no Tour, e desta época: Acabou em 2005 na 108ª posição. Um excelente Paris-Nice com uma vitória de etapa e o 5º lugar na geral.

Notas: Irá se desgastar em prol de Valverde pois é um dos seus principais ajudantes, está condenado. Apesar de excelente contra-relogista (campeão espanhol) e até uma apetência para terrenos de clássicas, na alta montanha ainda não convenceu.

Thomas Lovkvist (Team Columbia) de 24 anos:

História no Tour, e desta época: Já frequenta o Tour nos últimos três anos e o seu melhor foi um 61º em 2006, esta época obteve 3º no Tirreno Adriático e 5º no Tour de Suisse.

Notas: A sua especialidade é o contra-relógio, mas também se safa nas montanhas. No entanto as altas montanhas dos Alpes e dos Pirinéus nunca lhe fizeram bem. Apesar do mais experiente deste lote no Tour, terá que também trabalhar para o seu líder, Kirchen...

Ricardo Riccò (Saunier Duvall) de 24 anos:

História no Tour, e desta época: Acabou em 2006 na 98ª posição. Confirmou a sua qualidade com um 2º lugar no Giro vencendo a maglia branca.

Notas: Estava na praia e foi convocado à última hora (já vi isto em algum lado?) devido à lesão de José Marchante. Tenho algumas dúvidas da sua disponibilidade física e mental, mas acho que vai à procura de etapas nos Alpes e Pirinéus, para a classificação geral não creio. No entanto tem aqui a sua grande oportunidade de se vingar de Contador... bom, intrigas já não vão faltar neste mês.

O jovem trepador francês ambiciona por algo mais...
Foto cedida por: Caputre-the-peloton.


Rémy Di Grégorio (Française des Jeux) de 22 anos:

História no Tour, e desta época: Não passou da 4ª etapa em 2007 devido a uma queda. Tem aparecido em algumas fugas esta época; uma delas deu-lhe o 3 lugar na classificação da montanha do Tour de Romandie. Obteve também um 14º na Vuelta à Catalunha e um 16º no Dauphiné Libéré.

Notas: Um puro trepador, desde que venceu a classificação da montanha no Dauphiné Libéré em 2007 que é considerado a maior promessa francesa, no entanto falta-lhe outro grande resultado para confirmá-lo. Andará ao ataque certamente já que gosta de faze-lo, e quem sabe se não conseguirá a camisola da montanha ou uma etapa. Tal como um puro trepador vai perder muito tempo no crono e ajudar Sandy Casar, o seu líder para a classificação geral.

Pela primeira vez no Tour de France:

Maxime Monfort (Cofidis) de 25 anos:

Esta época: 5º na Vuelta ao Pais Basco e 9º no Critérium du Dauphiné Libéré.

Notas: Com um 11º lugar na Vuelta 2007 e uma época bastante activa com bons desempenhos, lidera a equipa francesa ao lado de Sylvain Chavanel. É um bom trepador e o contra-relógio de 53kms deverá ser a grande dificuldade do belga...


A promessa americana tem carta branca por parte da sua equipa para ir em busca da camisola da juventude.
Foto cedida por: John Pierce / PhotoSport International.


Trent Lowe (Team Garmin) de 23 anos:

Esta época: 2º lugar no Tour de Georgia.

Notas: Muitos podem pensar “quem é este, porquê aqui?” Desde que o vi no Tour de Georgia a subir com Levi Leipheimer numa longa e dura montanha, que ando de olho neste jovem. Para os norte-americanos é já maior promessa numa futura Volta à França. É também muito bom contra-relogista e vai andar à caça de uma etapa.

Roman Kreuziger (Liquigas) de 22 anos:

Esta época: Venceu o Tour de Suisse e o crono de montanha final há duas semanas atrás. Vingou-se de Kloden pois dois meses antes tinha sido 2º no Tour de Romandie.

Notas: Neste lote é o jovem que deu mais nas vistas ultimamente, muitos acreditam que será o camisola branca nos Campos Elíseos. É especialmente forte no contra-relógio e um 21º na Vuelta 2007 prova que aguenta-se bem nas três semanas. Ao lado de Nibali são dois jovens com grandes ambições, mas o checo parece estar em melhor forma. O único ponto desfavorável será mesmo a partilha da liderança com o seu companheiro que também luta pela camisola branca.


Muitos acreditam num feito semelhante ao 2º lugar no Giro 2007
Foto cedida por: cyclingview.be


Andy Schleck (Team CSC-Saxo Bank) de 23 anos:

Esta época: 4º na Liège-Bastogne-Liège e 6º no Tour de Suisse. De resto andou-se a preparar para esta corrida pois é o seu principal objectivo do ano.

Notas: Está aqui em ajuda a Sastre e ao seu irmão, contudo em último caso poderá surpreender tal como fez no Giro (eu digo: imposssível). Nas montanhas tem capacidade para estar entre os melhores, no entanto no contra-relógio está muitos furos abaixo, estará?


Vossas apostas? Algum corredor a faltar?

terça-feira, julho 1

Anúncio do Tour de France com Rasmussen



Michael Rasmussen foi suspenso por dois anos pela Federação do Mónaco. A suspensão começou dia 25 de Julho de 2007.

Entretanto o corredor dinamarquês pretende uma indeminização de 5,5 milhões de euros da Rabobank pois ainda não sabe a razão do seu despedimento!! (Ao menos que tenha compaixão pelos seus colegas pois esta indeminização é quase metade do orçamento da equipa holandesa!!)
Desenvolvimento.

Ontem, Floyd Landis também foi considerado culpado pelo Tribunal de Arbitragem Desportiva confirmando a suspensão de dois anos, voltará à competição dia 30 de Janeiro de 2009. No entanto continuam as dúvidas sobre os procedimentos que o LLND realizou, um laboratório da Agência Mundial Anti-Doping. Artigo interessante.

PDF sobre a decisão de ontem.

Campeonatos Nacionais

Fica aqui uma lista dos vencedores.


Campeonatos Nacionais de Estrada:

Alemanha: Fabian Wegmann (Gerolsteiner) pela segunda vez consecutiva.

Bélgica: Jurgen Roelandts (Silence-Lotto) apenas com 22 anos.

Brasil: Valcemar Justino da Silva (Sales Supermercados/Pinarello/BH)

Cazaquistão: Assan Bazayev (Astana)

Dinamarca: Nicki Sørensen (Team CSC)

Espanha: Alejandro Valverde (Caisse d'Epargne)

Eslováquia: Jurco Matej (Team Milram)

Eslovénia: Borut Božic (Cycle Collstrop )

Finlândia: Jussi Veikkanen (TWL/FdJ)

França: Nicolas Vogondy (Agritubel)

Holanda: Lars Boom (Rabobank Continental) de apenas 22 anos.

Irlanda: Daniel Martin (Garmin Chipotle)

Itália: Filippo Simeoni (Ceramica Flaminia-Bossini Docce) no seu último ano como profissional, talvez não...

Luxemburgo: Fränk Schleck (Team CSC)

Noruega: Kurt Asle Arvesen (Nesset CK/Team CSC - Saxo Bank) pela 3ª vez na sua carreira.

Portugal:

1 João Cabreira (LA - MSS) 3.49.07 (37,450 km/h)

2 Tiago Machado (Madeinox - Boavista) 0.51

3 Cândido Barbosa (Sl Benfica) 1.13


República Checa: Martin Hebík (Sparta Praha)

Russia: Sergey Ivanov (Astana)

Suíça: Markus Zberg (Gerolsteiner) pela segunda vez.

Suécia: Jonas Ljungblad (Skoghalls CK - Hammarö/P3Transfer - Batavus)

Ucrânia: Ruslan Podgornyy (LPR Brakes\Kiev)


Campeonatos Nacionais de Contra-Relógio:

Alemanha: Bert Grabsch (Team Columbia)

Cazaquistão: Andrey Mizourov (Astana)

Dinamarca: Lars Bak (Team CSC)

Espanha: Luis León Sánchez (Caisse d'Epargne)

França: Sylvain Chavanel (Cofidis - Le Credit Par Telephone)

Itália: Marco Pinotti (Team High Road)

Luxemburgo: Kim Kirchen (ACC Contern - Team High Road)

Noruega: Edvald Boasson Hagen (Team High Road / Lillehammer CK)

Portugal:

1 Sérgio Paulinho (Astana) 36.27

2 Tiago Machado (Madeinox - Boavista) 0.02

3 Helder Oliveira (Barbot - Siper) 1.10


República Checa: František Rabon (Team High Road)

Russia: Vladimir Gusev (Astana)

Suíça: Fabian Cancellara (Team CSC) , quem mais poderia ser?

Suécia: Fredrik Ericsson (Team Cykelcity)

Ucrânia: Andrey Grivko (Simferopol\Milram)