quinta-feira, setembro 18

Casos de Doping na Volta a Portugal (ou inexistência deles)

Sei que a Volta já terminou há algum tempo mas só ontem foi publicada esta notícia pelo que me parece pertinente abordar hoje o seu conteúdo. Eis um excerto:

"O Laboratório de Análises e Dopagem (LAD) realizou 86 controlos antidoping durante a 70.ª Volta a Portubal em bicicleta sem que a Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) tenha sido notificada de qualquer resultado positivo relativamente a substâncias proibidas." (fonte: Record)

Em primeiro lugar delicia-me ver a disparidade com que a comunicação social aborda o tema do doping. Compreendo perfeitamente que cada caso positivo seja noticiado separadamente e lhe seja dado alguma relevância já que, na maioria das vezes, há "histórias" por trás desses casos. Agora é-me complicado aceitar que não apareça pelo menos uma peça nos noticiários (visando mais as televisões) a informar que não foi efectuado nenhum controlo positivo na prova mais importante do ciclismo português.

Após terminar a leitura do artigo decido ir ler as opiniões que alguns leitores deixaram acerca do assunto e deparo-me com uma totalmente incoerente no seu conteúdo. Basicamente o leitor dizia que achava pouco terem-se efectuado apenas 86 controlos sobretudo quando houve ciclistas que ganharam duas etapas, tendo sido controlados mais vezes.

Quando cheguei ao final do (felizmente) curto comentário penso: então mas o objectivo de quem toma doping é ficar em primeiro ou sou eu que estou enganado? Em cada tirada é controlado o camisola amarela, o vencedor da etapa e mais alguns ciclistas seleccionados à sorte. Não estou seguro se também são controlados os portadores das diferentes camisolas e os restantes primeiros classificados na etapa.

Imaginemos que os controlos são feitos aos ciclistas referidos na primeira situação. Teremos 11 controlos durante a Volta aos vencedores das etapas, mais 11 aos líderes da geral e, supondo que são 3 os ciclistas sorteados por etapa, mais 33. Isto totaliza um total de 55 controlos e já foram controlados todos os ciclistas que assumiram uma posição de destaque na Volta quer porque foram os líderes da corrida, quer porque venceram etapas.

Como a principal consequência do doping em termos desportivos é anular a verdade desportiva, vemos que, se alguém utilizou substâncias dopantes, acabou por não beneficiar muito com isso nem por influenciar os resultados finais da prova.

quarta-feira, setembro 17

Um pequeno espectáculo.

Ontem (terça-feira) estava a ver na televisão a etapa da Vuelta onde ao sprint, Boonen venceu. Estava com um amigo e ele comentou " tanta coisa para isto!!". É verdade, dessa vez fiquei sem resposta, realmente aquele sprint foi do mais banal e previsível que poderia aparecer. Uma excelente preparação da Quick-Step e sem Benatti, o "Tornado" não teve grande dificuldade em ser o primeiro. Situações destas acontecem em todos os desportos, por vezes a táctica é de tal modo perfeita e bem executada, que por exemplo no futebol os jogadores com bola nem chegam à baliza durante uma parte. Eu gosto de sprints, no entanto este que referi anteriormente foi mesmo seco, sem emotividade pois quando um atleta é muito superior aos seus adversários, o desporto fica sempre a perder.

No entanto respondo agora ao meu amigo com este vídeo da 5ª etapa do Tour de Britain, precisamente há uma semana atrás. Por vezes estas corridas menos recheadas de grandes valores tornam a corrida mais mexida e mais emotivas, ora vejam este vídeo onde o vencedor foi...



by craydee75

Já agora aproveito para falar do Palmeiras Resort-Tavira que também esteve presente. O melhor classificado do Tavira na geral foi o espanhol Alejandro Marque na 11ª posição a 1min,48seg do francês Geoffroy Lequarte da Agritubel, o vencedor.Outros vencedores foram Alessandro Petacchi que estreou-se assim pela LPR Ballan com 3 vitórias depois da sua suspensão. Matthew Goss da CSC obteve duas enquanto que o jovem Boasson Hagen da Team Columbia venceu 3 etapas.

terça-feira, setembro 16

Televisões alemãs contra o regresso de Armstrong

Como deve ser do vosso conhecimento há alguns dias foi publicada uma notícia no jornal Record segundo a qual as televisões alemãs ARD e ZDF (que transmitem o Tour em parceria) estavam contra o regresso de Lance Armstrong. Ora bem, quando eu pensava que isto era o pior que podia acontecer leio o seguinte:

"Para nós, Armstrong faz parte de um passado que não queremos ver repetido. Vamos encontrar-nos com o patrão do 'Tour', Christian Prudhomme, para lhe dizer claramente que os planos de Armstrong não nos agradam. Os jovens é que são o futuro e não o regresso da geração Armstrong, que esperávamos já ter ultrapassado"
Só me apercebi do verdadeiro significado das palavras que acabara de ler depois das gargalhadas terem terminado.

Mas o que é que um simples meio de comunicação social tem a ver com as escolhas que as equipas efectuam? Se nem a própria organização da Volta a França tem o poder de impedir um normal ciclista de competir porque raio é que uma televisão alemã há-de pensar sequer em fazer pressão junto dos organizadores para que alguém seja proibido de competir?

A importância desta notícia é facilmente diminuída mas trata-se de um caso muito grave. Será que já alguém imaginou a RTP pedir a um clube de futebol remova um jogador da equipa apenas por não gostarem dele? Sinceramente, não cabe na cabeça de ninguém. Quer dizer por esta ordem de ideias como daqui a 5 anos o Gerdemann vai representar uma geração passada na qual foram detectados ciclistas batoteiros a ARD e a ZDF também virão exigir a proibição da sua participação no Tour.

Há aqui uma clara incoerência na postura assumida por estes dois meios de comunicação social que é completamente inaceitável que seja sequer levada a sério por quem de direito. O Ullrich teve azar...


segunda-feira, setembro 15

Portugal vence Taça das Nações.

Acabou ontem a última etapa da Taça das Nações onde a selecção portuguesa nas diversas provas conseguiu amealhar mais pontos que qualquer outro país, venceu assim este troféu.

Tudo começou com o GP de Portugal onde Vitor Rodrigues fez uma brilhante corrida culminando com a vitória na última etapa. Com certeza um dia que não esquecerá pois mesmo depois de um furo quando já andava fugido, conseguiu chegar isolado no Alto de Stª Quitéria acabando assim em primeiro da Geral, repetiu a mesma posição que um há ano atrás.

A partir daí foi Rui Costa que assumiu as rédeas da nossa selecção, no Giro delle Regioni em Itália, o benfiquista apesar da vitória na 4ª etapa não conseguiu repetir a vitória da Geral como em 2007, ficou em 2º atrás de Vitaliy Buts. Vítor Rodrigues foi o segundo melhor português acabando na 8ª posição da Geral.

Em Junho foi a vez do Canadá acolher mais uma etapa, o Coupe des Nations Ville de Saguenay. Rui Costa venceu novamente uma etapa e ficou em 2º lugar. Tal desfecho não seria diferente no Tour de l'Avenir apesar de não vencer nenhuma etapa. Venceu todos os oponentes directos na etapa de sábado (a única de alta montanha) e só mesmo dois fugitivos com liberdade para tal, conseguiram ganhar vantagem antes dos favoritos começarem a movimentar-se e assim o português já foi tarde para alcançar a vitória da etapa.


Rui Costa acabou em 2º o Tour de l'Avenir
Foto cedida por: Ciclismo Digital


O Tour de l'Avenir é sem dúvida um grande teste, encontraram-se os melhores sub-23 e muitos no futuro estarão no topo mundial, basta olhar para a lista de vencedores desta corrida para perceber isso: Joop Zoetemelk, Greg LeMond, Miguel Induráin, Laurent Fignon e mais recentemente Dennis Menchov ou Bauke Mollema no ano passado. Mesmo nas outras corridas desta Taça das Nações, encontramos jovens que na sua altura acabaram nos pódios e actualmente são grandes promessas com provas já dadas no pelotão internacional: Roman Kreuziger (Liquigas) vencedor do Tour de Suisse, Thomas Lovkvist (Team Columbia) que chegou a envergar camisola branca no Tour, Robert Gesink (Rabobank) que se não houver imprevistos acabará pelo menos no top10 nesta Vuelta, Tonny Marton (Team Columbia) um excelente contra-relogistas com algumas vitórias importantes, e mais alguns.

É evidente que Portugal aposta forte nesta competição, Rui Costa e Vítor Rodrigues são sem dúvidas os jovens de destaque desta selecção e ambos demonstram que têm potencial de um dia discutir as provas mais prestigiadas da Europa mas também Sérgio Paulinho assim o provou, quando foi campeão do mundo de Júniores e medalha de prata em Atenas. O que falta então aos corredores portugueses para passarem de gregários a líderes, será apenas por serem portugueses, ou simplesmente a sua evolução como atleta não foi a melhor e faltou o tal “empurrão” para continuarem os melhores no escalão principal. Em relação ao facto de serem portugueses uma equipa como o Benfica que poderia esticar o orçamento caso os resultados o justificassem, seria importante.


Ficamos à espera do campeonato do mundo onde com certeza esta selecção comandada por Vitor Rodrigues e Rui Costa, tem grandes hipóteses de vir a obter um excelente resultado.

sábado, setembro 13

Volta a Espanha

Depois de uma etapa que já decidiu o vencedor da prova, penso que é adequado fazer uma análise do que poderão fazer os principais candidatos ao 2º lugar.

Levi Leipheimer - seria o vencedor da Vuelta se Contador não estivesse presente, e seria o seu principal adversário se tivesse liberdade para isso. É quem está em melhor posição para terminar na 2ª posição nesta Volta a Espanha e, caso não tenha de trabalhar muito para Alberto Contador, subirá à segunda posição do pódio. Ainda falta um contra relógio em montanha no qual Leipheimer irá, se não conseguir vencer, não perder muito para quem o fizer.

Carlos Sastre - terminará na posição em que teria terminado a Volta a França se tivesse tido concorrência forte. Não creio que consiga chegar ao 2º lugar e a questão principal é saber se ficará no pódio. Na minha opinião, também não o vejo a superar Valverde no final das três semanas já que o murciano parece muito mais capaz que ele na alta montanha. Ainda pior para Sastre, é não ter aqui quem o levou montanhas acima no Tour: Frank e Andy Schleck.

Ezequiel Mosquera - é um ciclista muito regular mas que não consegue fazer diferenças na alta montanha. O facto do último contra relógio ser em subida beneficia-o bastante mas o seu resultado final não irá diferir muito do do ano transacto. O facto de não ter equipa constitui também uma limitação importante à classificação deste ciclista.

Joaquin Rodriguez - entrará na luta pelos lugares imediatamente a seguir ao pódio se não for forçado a trabalhar em demasia para Alejandro Valverde. Na etapa de hoje mostrou-se melhor que Mosquera e que Carlos Sastre o que poderá indicar que se vai intrometer na luta pela 4ª posição. Vamos ver se é desta que consegue um lugar de destaque numa competição de três semanas.

Robert Gesink - último ciclista que ainda mantém aspirações de chegar ao pódio. Contudo, apesar de em matéria de tempo ainda ser um objectivo legítimo, é muito complicado conseguir bater-se com os corredores à sua sua, muito mais experientes. Creio que a 7ª posição lhe assenta bem e constitui uma amostra do enorme potencial deste ciclista.

sexta-feira, setembro 12

Fim de semana decisivo na Volta a Espanha.


A Vuelta já vai a meio: primeira semana para os sprinters, depois um fim de semana nos Pirinéus e actualmente passaram as chamadas etapas de transição, a caminho da Cordilheira Cantábrica, do Angliru (amanhã). Até agora tem sido um corrida sem grande emoção, a Astana com fraca ameaça tem controlado a corrida, e assim o os amantes da modalidade dispersam-se por outras corridas como o Tour de Missouri, Tour of Britain, Volta à Alemanha e o Tour de l’Avenir.
Algumas notícias mediáticas tais como a de ontem que indica Floyd Landis na Health Net-Maxxis (equipa estadunidense) na época 2009, também são factores de distração.

A corrida espanhola ainda está aberta, apesar de um controlo aparente da Astana com Levi Leipheimer e Alberto Contador à frente dos seus principais adversários, o Tour deste ano mostrou-nos que tudo é possível, assim espera-se pelo dia do Angliru, onde deverá escolher o vencedor da corrida. Ezequiel Moskera, Robert Gesink, Carlos Sastre e Igor Anton são os únicos capazes e ainda em condições de contrariar a Astana, terão que atacar amanhã caso ainda queiram ambicionar pela vitória.

Greg Van Avermeat afirma-se cada vez mais como um sprinter capaz de grandes feitos.
Foto cedida pelo site oficial da: Silence-Lotto.


Quanto a Valverde já disse adeus ao pódio pois na etapa de ontem perdeu mais de 3 minutos quando o pelotão se fracturou devido às más condições atmosféricas e não só. Amanha haverá grandes diferenças de tempo isso é certo, enquanto que Moncoutie estará logo ao ataque para amealhar mais pontos para a sua camisola (montanha), e o sprinters a fazerem os possíveis para não exceder o tempo limíte, os líderes ambicionam pela vitória no mítico alto e sobretudo por um lugar na Vuelta, este fim de semana promete ser animado.

A classificação pelos pontos está cada vez mais interessante, sinceramente não faço ideia de quem será o vencedor, Greg Avermaet lidera mas tem Rebellin, Valverde e Boonen logo atrás. Pelas etapas que resta deverá ser um sprinter a vencer esta classificação, apesar de só dois pertencerem ao grupo mencionado anteriormente.

Ainda falar em Marzio Bruseghin que situa-se na nona posição da geral!! É raro ver um italiano a lutar pela geral na Vuelta, ainda para mais quando este já realizou um Giro ao seu melhor nível e o Tour de France só nesta época, amanhá as suas perninhas irão sentir bem esse peso. Sem dúvida a etapa a não perder.


quinta-feira, setembro 11

Bettini - Shumacher

Ao que parece a Quick Step "trocou" Paolo Bettini por Stefan Schumacher. Pelo menos foi esta a interpretação que o italiano teve quando soube que a equipa belga tinha contratado o ciclista alemão à Gerolsteiner. Ora, estando nós a falar de dois ciclistas semelhantes mas com algumas diferenças torna-se pertinente reflectir sobre a qualidade da decisão tomada pela Quick Step.

Em primeiro lugar analisemos as características dos atletas:

- Schumacher é um ciclista mais completo que Bettini, que consegue defender-se bem na média e, dependo da motivação que tenha, na alta montanha. Tem uma ponta final interessante na ausência dos puros sprinters e tem-se vindo a afirmar como um dos melhores especialistas no contra relógio. A sua grande especialidade é, no entanto, as provas de um dia, as quais é quase sempre candidato a vencer.

- Bettini é um ciclista que se tem vindo progressivamente a transformar, para além de um bom ciclista em provas de um dia, um bom ciclista também em provas de 3 semanas, nas quais tem obtido algumas vitórias. É ainda mais rápido do que Schumacher apesar de não ter tanto valor quer na montanha quer nos cronos. Conta já com uma vasta experiência o que faz com que o seu apogeu ainda não tenha acabado.

Resumindo, apesar de Schumacher ser um ciclista mais completo que o italiano, é raro conseguir vitórias importantes. Este facto é, na minha opinião, decorrente de o alemão ser um corredor excessivamente completo, faltando-lhe uma especialização numa área que lhe granjeie vitórias. Bettini é um corredor que se tem vindo a mostrar progressivamente mais rápido mas que não perde as suas boas capacidades para as provas de um dia. Todos os anos tem obtido bastantes e importantes vitórias quer em clássicas, quer em corridas por etapas.

Por fim, na minha opinião, creio que a Quick Step fez mal em "trocar" Bettini por Schumacher (se foi mesmo isto que aconteceu) porque o italiano ainda tem mais uns 2/3 anos ao mais alto nível nos quais poderia dar à Quick Step mais sucessos que os que Schumacher lhe proporcionará. Esta foi uma análise em termos meramente desportivos já que não possuo dados para dissertar acerca das questões financeiras por trás do negócio.

quarta-feira, setembro 10

Lance Armstrong, O Regresso

Sei que este tema já foi aqui abordado mas não podia deixar de exprimir o que penso deste regresso que constitui um marco histórico no ciclismo.

Em primeiro lugar creio que este regresso peca por tardio mas, se eu fosse Lance Armstrong, já não o faria. Sei que este é um ponto paradoxal do meu discurso pelo que passo a explicar: Armstrong retirou-se em 2005 e, no ano imediatamente a seguir, a Volta a França foi a mais fraca de que eu me lembro de assistir. Basta dizer que Landis era um gregário nos tempos de Armstrong e que Pereiro lutava por entrar no top 10. Não tenho dúvidas quando afirmo que Lance teria vencido esta Volta se tivesse participado. Perante esta "pobreza" o seu regresso era possível e pertinente mas decidiu continuar na inactividade; esta era a altura ideal para o americano fazer o seu regresso ao ciclismo profissional. Caso tivesse competido em 2007 ter-se-ião verificado algumas alterações na história do Tour:
- Rasmussen talvez não tivesse sido desclassificado - como se sabe os franceses não gostam de Armstrong e, sendo Rasmussen o único capaz de o bater na altura, provavelmente não o teriam excluído;
- Armstrong e Rasmussen teriam proporcionado uma das mais interessantes rivalidades da história do Tour. O dinamarquês estava terrivelmente forte na montanha, mais forte até que Lance. Por outro lado o americano, fortíssimo no contra relógio, iria fazer diferenças nesta especialidade. Em suma, todos os ingredientes para uma competição de sonho.

Infelizmente isto não se verificou e é agora, em 2008, que o melhor de sempre (na minha opinião) regressa à estrada. Como escrevi em cima eu já não regressaria à competição porque, em primeiro lugar, não creio que Armstrong esteja 100% seguro de que as suas capacidade não foram afectadas com mais 3 anos em cima; e também já que a sua despedida foi efectuada com a 7ª vitória na Volta a França: ou tinha regressado em 2007 para ganhar 10 Voltas a França, ou deixava-se estar quieto porque ganhar 7 ou 8 pouca diferença faz no estatuto que já conseguiu.

Posto isto, regressar em que equipa: Astana, sem dúvida. Porquê? Ora bem, o seu estatuto permite-lhe ser o líder de qualquer equipa que participe no Tour. A experiência que Contador adquiriu ao longo destes 2 anos aliada à sua qualidade fazem com que ele seja a principal ameaça à 8ª conquista de Armstrong. Ao ir para a mesma equipa de Contador limita a sua concorrência fazendo com que a sua tarefa fique muito mais fácil.

P. S. Aqui fica o link com toda a informação sobre o Tour de l'Avenir, no qual o português Rui Costa está na 7ª posição.